Os três pastorinhos
Passaram tantos anos
quando guardavam o gado
um rapaz e duas meninas,
três pastorinhos serranos
lá longe, para lá do prado
ouviram vozes divinas.
Chovia torrencialmente
abrigaram-se numa azinheira
dum forte clarão se levanta,
uma imagem transparente
que lhes fala de certa maneira
Nossa Senhora Virgem Santa.
Os três já foram para o céu
Jacinta, Lúcia e Francisco
a rezar por toda a humanidade,
era uma Santa coberta com um véu
um lindo rosto por eles visto
no meio de tanta claridade.
Não tenhais medo
meu nome é Maria
venho para vos abençoar,
guardai bem este segredo
que aqui na Cova de Iria
um milagre se está a dar.
É um sagrado lugar
onde brincavam três crianças
no dia desse milagre,
hoje, Fátima é um altar
de crentes com esperanças
como Paulo II, Santo Padre.
ArtCar
(Poema de minha autoria, escrito hoje dia 13 de Maio, que dedico com amor a todos os crentes e devotos de Nossa Senhora de Fátima)
(foto tirada da net)
Hoje bateu-me uma saudade imensa do tempo em que eu ainda era criança. Daquele tempo em que com autorização dos progenitores, só se podia brincar na rua com as outras crianças (amigos) até ao toque das Santíssimas Trindades. Esse último toque, era o de os meninos recolherem para pedirem a benção aos seus pais e prepararem-se para o jantar. Por volta das sete horas da noite e por sinal, era um toque dos sinos com alguma ritmia melodiosa. Mas aquele; dos sinos grandes e pesados da torre, era o que mais se salientava e ecoava a quilómetros de longa distância.
Então o toque triste de tom pausado, badaladas certas e espaçadas, nunca o esqueci. Talvez pelo impacto de dor e consternação que causava nas pessoas de sentimentos e de boa fé.
"Os sinos dobravam"
Vem-me à cabeça a lembrança
dos sinos tocando a rebate
quando eu era inocente,
são memórias de criança
ainda no meu peito bate
esse triste dobrar comovente.
E os sinos dobravam a finados
na torre da minha terra
quando alguém sucumbia,
eram pesados e bem afinados
faziam eco lá na serra
dando a notícia de quem morria.
O sacristão já tinha idade
e sem forças para os dobrar
de um a três toques pausados
homem, mulher, criança, era a realidade
tão bem ele os sabia executar
com seus braços já cansados.
E ainda entristecia mais
quando o defunto era querido
ou um importante fausto,
aqueles sons tristes e naturais
com um tom bem compreendido
dos sinos que dobravam lá no alto.
ArtCar
(Poema de minha autoria, relembrando memória de criança)
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