As flores morrem tal como as pessoas.
Umas salientam-se mais pelo seu delicado perfume e toda a sua beleza natural; mas morrem. Outras são mais singelas, mas não deixam de serem flores; também morrem. Nas pessoas passa-se exactamente a mesma coisa. Umas dão mais nas vistas do que outras, querendo-se evidenciar sobre o seu semelhante torpedeando tudo e todos; também morrem. Outras são mais simples, afáveis, compreensíveis de cariz menos deslumbrante, mas de coração puro e alma generosa; essas não morrem, porque fica a sua imagem no coração de quem as admira.
Quero salientar neste meu poema de minha autoria, o valor daquelas pessoas que dão tudo pelos outros sem nada pedir em troca.
"A flor que murchou"
Era a flor mais bonita do jardim
tão bela e formosa que deslumbrou
delicada, admirada que por fim
pobrezinha, murchou.
Perdeu todo o seu encanto
por ironia do destino sucumbiu
todos ficaram tristes e em pranto
uma flor assim jamais se viu.
Efémero o seu deslumbramento
apenas uma ligeira passagem
que desilusão, que descontentamento
essa flor foi uma simples miragem.
Há flores que não são tão belas
e por todos enjeitadas
ninguém repara nelas
mas são lindas e perfumadas.
ArtCar
(Meia laranja, foz do Douro)
É na verdade um cantinho de convívio, de lazer e um aprazível local cheio de tradições e histórias dos pescadores que por ali param. Fazem as suas delícias dando o gosto ao dedo, lançando ao fundo do mar os seus aparelhos com respectivos iscos tentando a sua sorte.
O relaxamento é na realidade o seu principal objectivo que ao fim da tarde os atrai para uma boa pescaria com ou sem peixe, conversando sobre vários temas, por vezes pessoais que são benéficos em prol de si próprios.
Falam de tudo, mas essencialmente de pesca desportiva. Cada um conta as suas aventuras, pois, por sinal não são muito poucas. Descarregam emoções, aliviando todo o sistema nervoso, descarregando para o mar os seus maleficismos e mágoas das agruras da vida quotidiana. Criam-se amizades para uma vida inteira ao ponto de haver certas confraternizações, como por exemplo: lanches de variadíssimos acepipes suculentos e muito saborosos. Sardinhadas e fêveras assadas no braseiro do fogareiro, bem regadinhas com um bom vinho à moda dos pescadores que fazem levantar o astral e aquecer a alma.
Ao longo de décadas fui criando amizades que ainda hoje preservo.
Foram tantos e tantos os pescadores talentosos e de cariz desportivo impar. Com eles eu aprendi a respeitar os meus companheiros de tão nobre desporto, levando muito a sério as amizades de outrora, bem como aquelas que vou criando ao longo da minha vida.
Estaria uma noite inteirinha a enumerá-los. Uns, por ironia do destino já partiram, outros, já estão sem forças para pegar na cana e fazer os lançamentos, enfim; é a roda da vida. Porem, esses não deixam de passar por lá, nem que seja para matar saudades conversando com as novas gerações e encontrando um ou outro amigo.
Quero aqui, também com alguma saudade salientar alguns dos seus nomes: Os que já não estão entre nós, como por exemplo o sr. Melo que todos os pescadores o conheceram, tem como seu seguidor seu filho António Melo. O sr. Sá; homem bondoso e amigo do seu amigo, etc., tantos , tantos outros que deixaram saudades.
Agora surgem novas gerações que dão continuidade aos mais velhos. Dão vida aquele recinto mágico e feiticeiro que encanta qualquer pessoa que por ali passe.
São muitos os seus frequentadores que me sería quase impossível falar de cada um deles. A seu tempo, talvez.
Hoje, porém, não poderia deixar de falar num dos meus amigos que o encontrei sozinho a pescar na meia laranja, resolvendo prendar-me com o seu aval para este meu post. Hora !... máquina fotográfica em objectiva e ala, surgiu esta fotografia.
Homem de muito bom trato e um exímio pescador é também daqueles que fáz finca pé para estar sempre presente, sr. José: amigo de longa data, sr. Dias: amigo mais recente.
Bem, são muitos amigos.
Aos que não nomeei os seus nomes, não quer dizer que os não considere, bem pelo contrário.
Agora as novas gerações que seguem o exemplo das antecedentes: sr. Domingos, sr. Jorge, ect. ect.
Voltando ainda e para finalizar ao sr. Amadeu.
Homem por excelência, além de um exímio pescador e amigo do ambiente preservando sempre a natureza.
Conviver, é salutar.
Pescar é divertido e saudável.
Esta é uma humilde homenagem a todos os pescadores da meia laranja da foz do Douro, que dão vida aquele recanto tão belo.
Um cordial abraço para todos,
ArtCar
(Fotografia do meu arquivo. Sou eu a navegar no meu barco à saída da barra do rio Douro)
Hoje é dia de reflexão, amanhã dia de votação.
Vai estar um dia lindíssimo para descançar um pouco da azáfama da semana. Para acalmar, desfrutar da natureza e fazer uma retrospectiva destes últimos anos, pensando sobretudo nos problemas que mais nos preocupam. Depois de ler um bom livro, ouvir as suas músicas preferidas ou quando vier da praia por exemplo, à que pensar em votar. Com consciência, como não poderá ser de outra maneira.
Para ajudar um pouco à sua descontracção e relaxamento, junto-me a si oferecendo-lhe um simples poema de minha autoria e que julgo ser um pouco divertido.
Sem querer de modo algum ferir suscetibilidades, longe de mim tal ideia, passo a transcrevê-lo.
"Línguas perversas"
A água do mar é salgada
temperada com o seu sal
sem ti eu não sou nada
és a cura do meu mal.
Navego nas tuas águas sem fundo
para fugir à incompreensão
das terríveis bocas do mundo
que nunca me compreenderão.
Tenho uma quinta todas as semanas
sou rico e cheio de virtude
nesta república de bananas
o que importa é ter saúde.
Meu mar, tu dás-me saúde
sem ela não posso navegar
no teu meio está a virtude
para nas tuas ondas acalmar.
As más línguas são perversas
de trapo e bem afiadas
até são controversas
por serem perigosas e ousadas.
Mas tu mar eterno
dás-me força e coragem
para enfrentar este inferno
de bocas sujas de lavagem.
Causam males as serpentes
aquelas que são venenosas
são répteis repelentes
tal como pessoas perigosas.
ArtCar
(Este é um velho macaco que apanha térmitas para sobreviver).
A própria natureza ensinou-o a desenrascar-se para não morrer de fome.
Que grande escola.
"Escola da vida"
A escola aonde eu estudei
é mestra e minha amiga
ensinou-me tudo o que sei
para me defender na vida.
O b, à, bá vem do berço
a seguir as primeiras lições
o que a vida me ensinou,
não esqueço !....
sobretudo as boas intensões.
Pergunta um rapazito a um velho
o que andas tu no mundo a fazer
responde o velhinho ao fedelho
ando por cá a aprender.
Assim, continuo a aprender
nesta majestosa mestra
a estudar até morrer
no tempo em que me resta.
É assim a escola da vida
tão simples quanto real
aprende e foge da intriga
para a vida não te correr mal.
ArtCar
(Poema de minha autoria, dedicado a todos aqueles que estudam na "Escola da Vida").
Dia da criança
"As crianças"
As crianças são a pura essência da vida
a alegria contagiante do lar
o que o mundo tem de mais imaculado,
rebentos viçosos duma pátria querida
a casta frescura de puro ar
vinda das entranhas dum lugar sagrado.
..........//..........
A incessante alegria de brincar
tão pura como a sua inocência
que jorra vida de nascente,
dão-nos a força de as amar
bebendo toda a sua essência
e vontade de olhar em frente.
........//..........
O sorriso transparente das crianças
gritarias cristalinas estridentes
são um milagroso hino ao amor,
transmitem-nos alento e esperanças
como pérolas preciosas refulgentes
são elas, a beleza duma flor.
ArtCar
(Acabo de escrever este poema de minha autoria, não podendo deixar de dedica-lo a todas as crianças de todo o mundo, na esperança de que tudo seja melhor futuramente)
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