Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

"Sem dormir e a sonhar"

 

 

 

 

       "Sem dormir e a sonhar"

 

 

São quase quatro da madrugada

pesam sonambolos meus olhos cansados

lá fora o vento fustiga as folhas caídas,

roçando barulhentas pela calçada

atrás da vidraça dentro do meu espaço

que contemplo funestas e esvaídas.

 

Murmura baixinho agitado o arvoredo

que se vai despojando pouco e pouco

das vestes de tom castanho virente,

contam seus segredos e medos

da chegada arrepiante dum frio louco

como um tufão passageiro e dolente.

 

As horas vão passando sorrateiras

canta o galo a dar-me os bons dias

abro a janela de par em par,

as aves graciosas voam ligeiras

buscam comida em suas acrobacias

e eu não durmo! estou a sonhar.

 

    ArtCar

 

(Poema de minha autoria, que apenas só quero salientar as noites que se passam em claro sem dormir).

publicado por Artur Cardoso às 20:57
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Sábado, 8 de Outubro de 2011

"Eterno sonhador"

 

 

 

              "Eterno sonhador"

 

 

Eternamente genuíno sonhador

abraço sofregamente tão triste vida

que loucamente arrebata minha desilusão,

na minha alma desprovida de amor

sinto como que estivesse vencida

neste eterno sonho de paixão.

 

Flagelado pelo silêncio de açoite

na escuridão deste meu degredo

que me rodeia em ritmo constante,

acordo vigilante sobre a noite

abismado pela solidão e o medo

morro de susto perturbante.

 

Ó mundo vil sem compaixão

dos que caminham sofrendo a sonhar

em busca do amor eterno,

pelos caminhos da degradação

passam a vida a calcorrear

sem êxito nesta vida de inferno.

 

   ArtCar

 

(Poema de minha autoria que dedico com ternura a todos os sonhadores)

publicado por Artur Cardoso às 21:16
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

"Mondadeiras"

Era eu ainda um menino e lembro-me dos grandes ranchos de raparigas, "jovens meninas mondadeiras" que a brincar alegremente trabalhavam na árdua labuta do campo. Enquanto arrancavam da terra as ervas daninhas para que as sementeiras crescessem sadias, faziam entoadas em algazarras e cantares brejeiros que em todo o seu redor tudo nos transmitia alegria.

Eram tempos muito difíceis cheios de dificuldades materiais. Havia necessidade de tudo menos de uma coisa; "Amor". Esse sim! era muito franco e generoso entre as pessoas. O tratamento entre elas era puro, tinha uma magia tão doce que facilmente faziam laços de amizade para toda a vida.

Neste meu poema de minha autoria e escrito com muito amor, quero apenas salientar a alegria das mondadeiras de outrora.

 

 

 

             "Mondadeiras"

 

 

Cantam felizes as mondadeiras

cantigas em coro sempre brejeiras

cantam em ranchos lá nas ladeiras

raparigas bonitas ainda solteiras.

 

Cantam cantigas aos namorados

dançam à roda bem agarrados

passam momentos muito engraçados

mondam as ervas lá nos prados.

 

Alegres cantares pelas colinas

mondam na monda ainda meninas

entregues ao destino e suas sinas

em loucas brincadeiras traquinas.

 

Dão alegria a quem chora

mondam as ervas ao romper da aurora

jovens meninas que ninguém ignora

há uma delas que não namora.

 

Serei seu noivo se ela quiser

mondo a seu lado e vou-lhe dizer

se casa comigo para sempre viver

felizes os dois está no seu querer.

 

   ArtCar

 

(Para os mais jovens das grandes urbes que provavelmente alguns deles não sabem o que são mondadeiras de outrora, também com muito carinho lhes dedico este meu poema).

publicado por Artur Cardoso às 20:07
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

"Ao sol"

                                                       "Sol": 

- és fonte de energia de tudo o existente criado por Deus. Sem ti, a humanidade não poderia viver.

 

 

 

            "Ao Sol"

 

 

És capa dos pobres

abrigo dos mendigos

e conforto dos ricos,

a todos tu cobres

todos nós somos amigos

de teus raios míticos.

 

................................................

 

Quero que brilhes e me aqueças

alegre e jovial pelas manhãs

com teu calor sorridente,

que em nós sempre prevaleças

com teu encanto e talismãs

e luz doirada condizente.

 

.................................................

 

És fonte de energia

tu, deus Sol invicto

desejado pela humanidade,

em tua luz há magia

és juiz do teu próprio veredicto

que nos aqueces até à eternidade.

 

.................................................

 

      ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado ao deus Sol)

publicado por Artur Cardoso às 15:50
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Sábado, 1 de Outubro de 2011

"Dar"

(É tão lindo dar afecto sem olhar a quem; nesta imagem está bem representado esse amor)

 

 

 

 

              "Dar"

 

 

Dar a quem nada nos dá

nada se pode receber

a ganância é ruim e má

aos outros damos prazer.

 

 

Se cada um pensar um pouco

chegará a uma conclusão

porque dar ainda é pouco

quando se dá com o coração.

 

 

Quem dá é normalmente

digno e muito correcto

dar por hábito permanente

é repartir o seu afecto.

 

 

Há quem tenha a coragem

perceber eu não consigo

não dar e ganhar imagem

há custa de um amigo.

 

 

Dar valor ao seu semelhante

é grandeza do coração

é um gesto nobre e brilhante

sem se dar com a mão.

 

    ArtCar

 

(Poema de minha autoria que dedico a quem dá sem nada querer receber em troca).

publicado por Artur Cardoso às 00:57
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