Sexta-feira, 30 de Março de 2012

"Velha sineta da capela"

 

 

 

 

        "Velha sineta da capela"

 

 

Calou-se à muitos anos

a velha sineta da capela

de manhã! interrompia o sono,

através dos tempos insanos

não havia outra como ela

hoje! entregue ao abandono.

 

Anunciava a primeira missa

ao romper da madrugada

tocada pelo sacristão,

gente honrada e submissa

por ela era chamada

com a mão! a bater no coração.

 

A vida rolava assim

em tempos de servidão

ainda a brilhar o luar,

quantas tormentas enfim

para granjear o pão

cedo tinham que se levantar.

 

E a velha sineta à janela

durante o dia a tocar

intervalava de hora em hora,

para a missa na capela

até à hora de deitar

assim era! no tempo de outrora.

 

     ArtCar

 

(Poema de minha autoria, que relembra tempos idos).

publicado por Artur Cardoso às 18:34
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Quinta-feira, 29 de Março de 2012

"Encruzilhada da vida"

 

 

 

 

       "Encruzilhada da vida"

 

 

Perdem-se jovens mortais

na encruzilhada da vida

em busca do seu pão,

descrentes nos percursos normais

tristes e de esperança perdida

com mágoas no coração.

 

...............................................

 

Ambicionam uma vida melhor

partem rumo ao desconhecido

faltam condições para viver,

sem carinho e sem amor

neste mundo remoto esquecido

terra que não lhes dá de comer.

 

...............................................

 

Ao encontro da luta pelo pão

ficam em amargura destroçada

procuram e perdem a vontade,

sufocam, apertasse-lhes o coração!

numa sociedade preocupada

com o aparato e a vaidade.

 

       ArtCar

 

(Poema de minha autoria que dedico com todo o meu coração a todos os jovens que procuram uma vida melhor para viver).

publicado por Artur Cardoso às 19:16
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Terça-feira, 27 de Março de 2012

"Tesouro".... Um amigo.

 

 

 

    "Tesouro".... Um amigo.

 

 

Vamos andando, meu amigo!..

a vida corre.... vai em beleza,

conta-me!.. fala comigo,

sou teu amigo de certeza.

 

.....................................................

 

Se um amigo for verdadeiro

é um tesouro!.. um bem moral,

nas preocupações é o primeiro

e nos segredos é confidencial.

 

.....................................................

 

Quando se perde um amigo

morre algo dentro de nós,

como quem fica sem abrigo

sentimo-nos perdidos e sós.

 

......................................................

 

Agora!.. o amanhã será vindouro,

um alguém, que está sempre contigo!..

verdadeiro e duradouro....

Tesouro!.. é um amigo.

 

      ArtCar

 

 

(Poema de minha autoria dedicado a estes dois amigos).

publicado por Artur Cardoso às 20:44
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Domingo, 25 de Março de 2012

"Autóctone"

 

(Estava eu tranquilamente a desfrutar dos primeiros raios de sol à beira mar.

Olhos fechados e rosto erguido na direcção do sol, estava a pensar na minha meninice; quando fui surpreendido por um amigo a tirar-me uma fotografia.

Contei-lhe num ápice em que pensava. Nasceu uma agradável conversa sobre as minhas origens e a razão de eu viver na minha mui nobre e invicta cidade do Porto.

 

 

        "Autóctone"

 

 

Ser autóctone é ter vaidade

da terra que o viu nascer

por ela sentir alarde

também por ela morrer.

 

Sou autóctone nordestino

tradicionalista e cortês

quis assim o meu destino

sinto vaidade em ser português.

 

Orgulho-me de ser originário

dum pequeno burgo, terra distinta

agricultura, sector primário

Freixo de Espada à Cinta.

 

Saí de lá! era eu pequeno,

a toda a hora tenho saudade,

dela sou autóctone, feliz e sereno!

faz parte da minha mocidade.

 

Não renego o meu berço

que no coração transporto

dela! nunca me esqueço

mas a minha terra é o Porto.

 

A vida é cheia de contrariedade

dá-nos tormentas e guerra

gosto muito da minha cidade

Porto! minha amada terra.

 

És Invicta Cidade Nortenha

com tua grandeza e porte

autóctone o mar que te banha

não há! quem de ti não goste.

 

      ArtCar

 

(Poema de minha autoria que humildemente dedico a todos aqueles que são oriundos de uma região ou terra e que se dedicam de alma e coração aquela onde vivem; que não sendo das suas origens, mas que a sente como a sua terra mãe).

publicado por Artur Cardoso às 12:10
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Quinta-feira, 22 de Março de 2012

"A Solidão Dos Meus Dias"

 

                                         "A Solidão Dos Meus Dias"

 

 

 

 

As recordações do passado

preenchem meus monótonos dias

que recalcam minhas lembranças,

meu corpo envelhecido e sulcado

rosto marcado de estrias

são tormentos de insegurança.

 

..............................................

 

No céu uma estrela cadente

numa imensidão temerosa

marca meu pobre destino,

num dia surpreendente

chega a minha hora ditosa

traçada pelo seu desígnio.

 

.............................................

 

Para a longa viagem

paz a um corpo moribundo

lágrimas sentidas de pesar,

na longa distância da estrada

ficam os prazeres do mundo

e eu! com as estrelas vou morar.

 

      ArtCar

 

(Poema de minha autoria).

"Dedico este meu poema a todas as pessoas de avançada idade que vivem na solidão agarradas às suas lembranças do passado".

publicado por Artur Cardoso às 22:48
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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

"Pai, apetece-me voar, sonhar!"

("Dia do Pai" - Esta é a minha modesta homenagem ao meu querido Pai, que já partiu quando eu era ainda muito jovem)

 

 

 

    "Pai, apetece-me voar, sonhar!"

 

 

Apetece-me voar, sonhar!..

voar tão alto como o pensamento

contemplar as estrelas, sonhar, voar!..

alto, tão alto, como neste momento.

 

......................................................

 

Pai! és eterno, estás no Céu....

faltou-me, era eu pequenino

hoje, quantas saudades me deu!..

para voar, num sonho de menino.

 

.....................................................

 

Hoje, o dia tem mais sabor!..

porque és sempre relembrado,

e voar, voar com mais amor!..

neste sentimento redobrado.

 

.....................................................

 

Pai, Pai há só um!..

na força da razão e da realidade,

como ele, não à mais nenhum!..

quero sonhar, voar até à eternidade.

 

    ArtCar

 

(Poema de minha autoria, muito sentido e escrito para este dia. Dedico-o a todos os pais do mundo.... Aos que já partiram e aos que estão entre nós).

publicado por Artur Cardoso às 18:59
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Sábado, 17 de Março de 2012

"Mar Incerto"

 

 

 

 

          "Mar Incerto"

 

 

Nasce o dia atrás da serra

regressam os barcos do mar

da difícil faina percorrida,

valentes homens de mar e terra

toda a noite a laborar

para ganharem a sua vida.

 

.............................................

 

Ei-los sovados pelo cansaço

atraca o barco à doca

para a venda do pescado,

despacham-no com desembaraço

atentos à sua troca

que a seguir vai para o mercado.

 

..............................................

 

Exaustos chegam a casa

para junto dos seus filhos

homens de coração aberto,

como gaivota que não se atrasa

voa lesta pelos trilhos

dum mar traiçoeiro e incerto.

 

    ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado aos valentes homens do mar).

publicado por Artur Cardoso às 19:50
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