Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

"Malmequeres Amarelos"

 

 

 

  "Malmequeres Amarelos"

 

 

 

Malmequeres amarelos

transmitem descontracção

alegres e singelos

são flores de verão.

 

No teu jardim de encanto

tão colorido e tão belo

todos o olham com espanto

lindo malmequer amarelo.

 

És tão belo e tão formoso

aberto pela manhã

tão fresco e viçoso

malmequer cor de maçã.

 

Sinónimo de felicidade

malmequer amarelo brilhante

és singelo de verdade

descontraído e constante.

 

Se eu fosse malmequer assim

também era alegre e singelo

enfeitava o teu jardim

lindo malmequer amarelo.

 

     ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado a todas as flores de verão, assim como os malmequeres).

publicado por Artur Cardoso às 13:35
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

"As Catacumbas do Infinito"

 

 

     "As Catacumbas do Infinito"

 

 

 

Desci a uma velocidade vertiginosa

às catacumbas do infinito

guiado pelo ministro das trevas,

é uma espécie de cidade misteriosa

governada por um rei espírito

onde vi tantas almas servas.

 

Numa vastidão de cor barrenta

aonde a visão se perdia

e um nauseabundo odor putrefacto,

ninguém usava vestimenta

uma gigante força varria

as ruas daquele extracto.

 

O ministro das trevas ordenou

ao profeta da imaginação

que me guardasse uma morada,

o amestrado vidente logo se prontificou

indicando com o dedo da mão

que ficava logo ali à entrada.

 

E eu, um humilde servo do Senhor!

entre as manápulas das leis do ministério

temia indignado por sua justiça,

entre as humilhações do pavor

tanto sofrimento sério

no fétido dos cadáveres em carniça.

 

Não quis naquilo acreditar

que os meus olhos vislumbraram

naquele labirinto medonho,

exausto de cansaço ao acordar

meus débeis nervos se desequilibraram

e arrepio-me com aquele terrível sonho.

 

    ArtCar

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 16:14
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012

"O Gabarola"

 

 

 

            "O Gabarola"

 

 

Dizem que nem tudo o que luz é ouro

do ouro se fazem as jóias

repara bem e medita,

julga-se a riqueza do tesouro

inventa engenhosas tramóias

com empáfia e água bendita.

 

....................................................

 

Há por aí muitos engenhosos

gabarolas! cheios de defeitos....

Filhos do fingimento e de artes,

além de gabarolas são manhosos

julgam-se apenas com direitos

a dar fogo como bacamartes.

 

...................................................

 

Ouço o gabarola falar

da gabarolice fica furibundo

porque só sabe tagarelar,

como papagaio a palrar

com o seu espírito infecundo

julga-se o maior do mundo.

 

      ArtCar

 

(Poema de minha autoria)

publicado por Artur Cardoso às 18:44
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Sábado, 14 de Abril de 2012

"Ao Serão"

 

 

 

           "Ao Serão"

 

 

Logo à noite, ao serão!

declama um poema de amor

canta-me uma canção de embalar,

acalma o meu pobre coração....

para que não sinta mágoas nem dor

e tristezas a recordar.

 

Ao serão, meu doce encanto!

quero aquele chá especial

que só tu o sabes fazer,

dá-me também no entretanto

o remédio; quando me sinto mal....

porque ainda não quero morrer.

 

E à noite, ao serão!

nos momentos de minha tristeza

sussurra ao meu ouvido,

declama um poema e canta uma canção....

sentirme-ei bem concerteza

só assim!.. a minha vida faz sentido.

 

Quero ao serão.... Logo à noite!

os miminhos do costume

o amor, que tanto me apraz....

e depois; depois da meia-noite,

nos lençóis com cheiro a perfume

durmo, tranquilo e em paz.

 

        ArtCar

 

(Poema de minha autoria, escrito com toda a ternura para todos aqueles que dão valor aos carinhos, (mimos) e amor).

publicado por Artur Cardoso às 20:52
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

"O Silêncio"

 

Cá está!.. Hoje, sexta-feira dia 13.

Não saí de casa. Não por superstição, mas por conveniência de escrever algo que me alicia e me apraz.

O meu poema de hoje é sobre o silêncio; já agora aproveito para enviar um beijo!.. porque também é: "Dia Internacional do Beijo".

Aproveite!.. e beije quem mais desejar.

 

 

    "O Silêncio"

 

 

O silêncio assusta!

é arma que existe

não é pensado,

é o que não custa

lembra o que é triste

erros do passado.

 

Fulmina a paixão!

carregada de  dor....

Não é transparente,

fere o coração

não tem amor

e é descrente.

 

Quem do silêncio gostar,

terá que bem pensar!

descansar, espairecer....

acarreta medo no ar

está bom de se ver;

é para meditar.

 

Não tarda a hora!

há tona aparecer

o silêncio tirano,

aparece sem demora

até sem querer

manifesta engano.

 

Dizem que é cobardia!

silenciar....

não sei, não quero saber,

sei que por ironia

o melhor é calar

porque se fica a perder.

 

Falo por mim!

digo o que sinto

sou genuíno,

tudo o que ouvi e li

o silêncio tem instinto

e com ele não atino.

 

Ó.... Silêncio, sombrio!

adverso à saudade

causas menosprezo,

és desafio....

Também liberdade,

por ti sinto desprezo.

 

   ArtCar

 

(Poema de minha autoria escrito em especial para o dia de hoje, Sexta-feira dia 13).

publicado por Artur Cardoso às 14:20
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

"Tarde demais"

 

 

 

         "Tarde demais"

 

 

É tarde demais!

mas, ainda a quero;

por ela sempre espero,

há beira mar.... Junto ao cais!

por este amor tão sincero

não a esquecerei jamais.

 

Algum tempo, já passou!

é uma eternidade....

Por não existir maldade

no coração que só a ela amou,

é amor de verdade,

porque nunca acabou.

 

Fiquei prezo nos seus braços!

desde o dia em que lhe falei;

mulher assim nunca amei,

com o coração partido em pedaços

lágrimas tristes, tantas chorei!

ainda sonho com os seus abraços.

 

Quando se ama só por querer,

o querer do prazer da cama!

na realidade, não se ama....

É somente por dever

porque o amor não é fama,

mas sim, paixão e prazer.

 

     ArtCar

 

(Poema de minha autoria. "Como que um hino ao amor sincero e verdadeiro").

publicado por Artur Cardoso às 21:08
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Terça-feira, 10 de Abril de 2012

"O pintassilgo e o limoeiro"

 

 

 

 

 

    "O pintassilgo e o limoeiro"

 

 

Canta o pintassilgo prazenteiro

colorido em tons de amarelo

na ramagem do limoeiro,

é tão inocente e singelo

nas cantigas é o primeiro

e na cortesia um modelo.

 

Canta que encanta a companheira

lá no cimo do limoeiro

ela aproxima-se num voo rasteiro,

maneia-se à sua maneira

entra atrevida na brincadeira

e ele com seu canto certeiro

chama-a para a sua beira.

 

Ficam encantados de amor

no limoeiro do meu jardim

constroem seu ninho por fim,

abrigam-se no seu interior

tudo ignoram ao seu redor

e lá no ninho enfim!..

fazem um desmedido furor.

 

Não tarda, chegam os filhotes!..

saltitando no meio dos limões

das cantigas vêm as preocupações,

do cantar apanham fartotes

aos filhos dá-lhes seu dote

ensina-lhes as suas canções

e deixa-os entregues à sua sorte.

 

      ArtCar

 

(Poema de minha autoria, que dedico à vida na natureza e a estas pequena aves canoras "Os Pintassilgos").

publicado por Artur Cardoso às 22:59
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