"Malmequeres Amarelos"
Malmequeres amarelos
transmitem descontracção
alegres e singelos
são flores de verão.
No teu jardim de encanto
tão colorido e tão belo
todos o olham com espanto
lindo malmequer amarelo.
És tão belo e tão formoso
aberto pela manhã
tão fresco e viçoso
malmequer cor de maçã.
Sinónimo de felicidade
malmequer amarelo brilhante
és singelo de verdade
descontraído e constante.
Se eu fosse malmequer assim
também era alegre e singelo
enfeitava o teu jardim
lindo malmequer amarelo.
ArtCar
(Poema de minha autoria dedicado a todas as flores de verão, assim como os malmequeres).
"As Catacumbas do Infinito"
Desci a uma velocidade vertiginosa
às catacumbas do infinito
guiado pelo ministro das trevas,
é uma espécie de cidade misteriosa
governada por um rei espírito
onde vi tantas almas servas.
Numa vastidão de cor barrenta
aonde a visão se perdia
e um nauseabundo odor putrefacto,
ninguém usava vestimenta
uma gigante força varria
as ruas daquele extracto.
O ministro das trevas ordenou
ao profeta da imaginação
que me guardasse uma morada,
o amestrado vidente logo se prontificou
indicando com o dedo da mão
que ficava logo ali à entrada.
E eu, um humilde servo do Senhor!
entre as manápulas das leis do ministério
temia indignado por sua justiça,
entre as humilhações do pavor
tanto sofrimento sério
no fétido dos cadáveres em carniça.
Não quis naquilo acreditar
que os meus olhos vislumbraram
naquele labirinto medonho,
exausto de cansaço ao acordar
meus débeis nervos se desequilibraram
e arrepio-me com aquele terrível sonho.
ArtCar
(Poema de minha autoria).
"O Gabarola"
Dizem que nem tudo o que luz é ouro
do ouro se fazem as jóias
repara bem e medita,
julga-se a riqueza do tesouro
inventa engenhosas tramóias
com empáfia e água bendita.
....................................................
Há por aí muitos engenhosos
gabarolas! cheios de defeitos....
Filhos do fingimento e de artes,
além de gabarolas são manhosos
julgam-se apenas com direitos
a dar fogo como bacamartes.
...................................................
Ouço o gabarola falar
da gabarolice fica furibundo
porque só sabe tagarelar,
como papagaio a palrar
com o seu espírito infecundo
julga-se o maior do mundo.
ArtCar
(Poema de minha autoria)
"Ao Serão"
Logo à noite, ao serão!
declama um poema de amor
canta-me uma canção de embalar,
acalma o meu pobre coração....
para que não sinta mágoas nem dor
e tristezas a recordar.
Ao serão, meu doce encanto!
quero aquele chá especial
que só tu o sabes fazer,
dá-me também no entretanto
o remédio; quando me sinto mal....
porque ainda não quero morrer.
E à noite, ao serão!
nos momentos de minha tristeza
sussurra ao meu ouvido,
declama um poema e canta uma canção....
sentirme-ei bem concerteza
só assim!.. a minha vida faz sentido.
Quero ao serão.... Logo à noite!
os miminhos do costume
o amor, que tanto me apraz....
e depois; depois da meia-noite,
nos lençóis com cheiro a perfume
durmo, tranquilo e em paz.
ArtCar
(Poema de minha autoria, escrito com toda a ternura para todos aqueles que dão valor aos carinhos, (mimos) e amor).
Cá está!.. Hoje, sexta-feira dia 13.
Não saí de casa. Não por superstição, mas por conveniência de escrever algo que me alicia e me apraz.
O meu poema de hoje é sobre o silêncio; já agora aproveito para enviar um beijo!.. porque também é: "Dia Internacional do Beijo".
Aproveite!.. e beije quem mais desejar.
"O Silêncio"
O silêncio assusta!
é arma que existe
não é pensado,
é o que não custa
lembra o que é triste
erros do passado.
Fulmina a paixão!
carregada de dor....
Não é transparente,
fere o coração
não tem amor
e é descrente.
Quem do silêncio gostar,
terá que bem pensar!
descansar, espairecer....
acarreta medo no ar
está bom de se ver;
é para meditar.
Não tarda a hora!
há tona aparecer
o silêncio tirano,
aparece sem demora
até sem querer
manifesta engano.
Dizem que é cobardia!
silenciar....
não sei, não quero saber,
sei que por ironia
o melhor é calar
porque se fica a perder.
Falo por mim!
digo o que sinto
sou genuíno,
tudo o que ouvi e li
o silêncio tem instinto
e com ele não atino.
Ó.... Silêncio, sombrio!
adverso à saudade
causas menosprezo,
és desafio....
Também liberdade,
por ti sinto desprezo.
ArtCar
(Poema de minha autoria escrito em especial para o dia de hoje, Sexta-feira dia 13).
"Tarde demais"
É tarde demais!
mas, ainda a quero;
por ela sempre espero,
há beira mar.... Junto ao cais!
por este amor tão sincero
não a esquecerei jamais.
Algum tempo, já passou!
é uma eternidade....
Por não existir maldade
no coração que só a ela amou,
é amor de verdade,
porque nunca acabou.
Fiquei prezo nos seus braços!
desde o dia em que lhe falei;
mulher assim nunca amei,
com o coração partido em pedaços
lágrimas tristes, tantas chorei!
ainda sonho com os seus abraços.
Quando se ama só por querer,
o querer do prazer da cama!
na realidade, não se ama....
É somente por dever
porque o amor não é fama,
mas sim, paixão e prazer.
ArtCar
(Poema de minha autoria. "Como que um hino ao amor sincero e verdadeiro").
"O pintassilgo e o limoeiro"
Canta o pintassilgo prazenteiro
colorido em tons de amarelo
na ramagem do limoeiro,
é tão inocente e singelo
nas cantigas é o primeiro
e na cortesia um modelo.
Canta que encanta a companheira
lá no cimo do limoeiro
ela aproxima-se num voo rasteiro,
maneia-se à sua maneira
entra atrevida na brincadeira
e ele com seu canto certeiro
chama-a para a sua beira.
Ficam encantados de amor
no limoeiro do meu jardim
constroem seu ninho por fim,
abrigam-se no seu interior
tudo ignoram ao seu redor
e lá no ninho enfim!..
fazem um desmedido furor.
Não tarda, chegam os filhotes!..
saltitando no meio dos limões
das cantigas vêm as preocupações,
do cantar apanham fartotes
aos filhos dá-lhes seu dote
ensina-lhes as suas canções
e deixa-os entregues à sua sorte.
ArtCar
(Poema de minha autoria, que dedico à vida na natureza e a estas pequena aves canoras "Os Pintassilgos").
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