Terça-feira, 19 de Março de 2013

"Ser Pai"

 

 

 

            “Ser Pai”

 

 

É dar aos filhos os seus braços

ama-los com o coração

e deseja-los; tanto, tanto, tanto,

mimar com beijos e abraços

acarinhar com tanta paixão

sem saber o quanto.

 

É ternura, doçura, educação

também o amparo firme do dever

sobretudo gratidão,

é sólido amor e dedicação

o bem do bem querer

e a luz cintilante do seu coração.

 

Pai! é o fascínio do encanto

é dar a vida pelos filhos

é a Divina Graça do Amor,

estar presente e preocupado

ter paciência com os cadilhos

e beija-los como a uma flor.

  

Ser Pai!..

também é carinho dentro da alma

dar beijos e abraços desmedidos

ter o prazer de saber educar,

com ternura, dedicação, calma…

sempre os seus deveres assumidos

e saber!  amar, amar, amar.

 

      ArtCar

 

(Dedico este meu poema com muito amor e carinho a todos os pais de todo o mundo).

 

 

 

publicado por Artur Cardoso às 05:07
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Domingo, 17 de Março de 2013

"Aquele momento"

 

 

 

 

     “Aquele momento”

 

 

Perdi a noção de momento

não vi as horas passar

passei por um momento austero,

perdi-me em teu encantamento

juro que fiquei a cismar

naquele momento efémero.

 

 

Aquele momento foi crucial

deu-me vontade de te beijar

enrolar-me todo em ti,

se calhar fazia mal

é difícil adivinhar

se sentes algo por mim.

 

 

Momento igual não vou ter

ver prazer no teu olhar

quando fitas-te o meu,

fui ingénuo sem querer

fiquei sem respirar

ao olhar o rosto teu.

 

 

Perdi aquele momento

a oportunidade de te abraçar

inocente a mim me chamo,

agora triste lamento

aquele momento de te falar

e dizer-te o quanto te amo.

 

     ArtCar

 

(Poema de minha autoria que dedico com muito amor e carinho ao "AMOR").

 

publicado por Artur Cardoso às 10:52
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Sábado, 16 de Março de 2013

"Passeio matinal pela minha cidade"

 

 

 

 “Passeio matinal pela minha cidade”

 

 

 

Hoje levantei-me ao romper da madrugada

abro a janela e fica meu olhar deliciado

respiro ar fresco benéfico e saudável,

admiro a minha cidade encantado

e o sol lá no horizonte a espreitar

surpreende-me com seu raiar afável.

 

 

Saio alegre de casa e desço a minha rua

entro descontraído na Luís de Camões

um pouco mais abaixo aprecio a trindade,

e ao pé da Câmara de cantaria nua

eis os Aliados de eventos e acções

com seus correios cheios de vaidade.

 

 

Ao fundo o novo Hotel Inter Continental

reparo no olhar dum turista admirado

observa curioso os Clérigos e São Bento,

a praça é a nossa sala de visitas central

tão grandiosa de Humberto Delgado

só a não vê, quem não estiver atento.

 

 

Viro para a alegre rua das flores

paro a descansar no jardim do Infante

 ao Ferreira Borges histórico mercado,

o Palácio da Bolsa e seus valores

o Infante no pedestal todo importante

entre lindos monumentos rodeado.

 

 

Descer à Ribeira é mesmo obrigatório

ver o rio Douro a beijar-lhe os pés

orgulhoso pelos seus barcos rabelos,

o famosíssimo cubo por todos notório

subo uma ruela que fica em viés

da antiga calçada em paralelos.

 

 

Ainda na Ribeira as Alminhas da Ponte

ponte D. Luís I, o postigo do carvão

ao Infante! São Nicolau na sua igreja,

direcciono novamente de horizonte

já desejoso, visito de antemão

a igreja de S. Francisco que causa inveja.

 

 

Continuo o passeio paralelo ao rio Douro

rentinho por toda a via marginal

então aí! passo ao Clube d’Avós e Poetas,

a Alfândega e Miragaia são um tesouro

maravilhoso e espectacular aquele local

visitado por crianças de escola irrequietas.

 

 

Mais uma paragem para admirar o rio

do outro lado de Gaia novas construções

no mesmo sítio das arruinadas arrozeiras,

tenho pela minha cidade um enorme brio

pela sua beleza cultural e evoluções

de gentes de boas virtudes e costumeiras.

 

 

Tomo novamente fôlego, mais uma avançada!

almejo a capela da Ordem dos Templários

vou de Massarelos até à ponte d’Arrábida,

já avisto o mar quase ao fim da caminhada

é linda a minha cidade por todos os itinerários

de trabalho, de beleza e de saber ávido.

 

  

Chego a Lordelo do Ouro com seus pescadores

e do outro lado velhinhas traineiras da Afurada

o S. Pedro encantado com seus amores,

o fluvial, onde passa o velho eléctrico

perto das garças cinzentas da reserva natural

protegida por pessoas de grandes valores.

 

 

De tantas coisas mais eu gostaria de falar!

de mais ruas, espaços verdes, monumentos

e sítios maravilhosos de valor importante,

esta cidade que eu sempre hei-de amar

com vaidade, alegrias, tristezas ou lamentos

será sempre deste meu coração palpitante.

 

 

E assim termino o meu passeio de casa à Foz!

sento-me num dos molhes a sonhar à beira mar

sinto felicidade dentro de mim e conforto,

levanto-me e grito às alturas em alta voz

em plena liberdade e com todo o amor

minha meritória cidade!.. meu Porto.

 

        ArtCar

 

(Poema de minha autoria que dedico com muito amor carinho à minha cidade do "Porto" e suas gentes).

publicado por Artur Cardoso às 07:41
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013

"O Sincelo"

 

 

 

               “O Sincelo”

 

 

 

Congela orvalho e campos semeados

água dos poços e das fontes

todas as pedras da minha rua,

vários agasalhos são utilizados

também congela árvores dos montes

é o frio gélido que em tudo actua.

 

 

Congela toda a natureza

gosto do sincelo a pingar dos beirais

do fumo a sair das chaminés,

parece de uma anormal rudeza,

mas é de uma rara beleza!..

lembra-me a terra dos meus pais

onde nasci e até parecia gelar os pés.

 

 

Quantas saudades me vêm à lembrança

daquelas invernias de gélidos frios

de vários graus de temperatura negativos,

lembro-me ainda de quando era criança

dos charcos gelados e escorregadios

mas para mim os frios eram relativos.

 

 

Saía da escola a correr

com os meus companheiros de carteira

nem me lembrava das obrigações,

escorregava naquele gelo frio de morrer

só por fim ia para casa e para a lareira

onde levava reprimendas e sermões.

 

 

Tenho tantas saudades de ver o sincelo

os pingos de gelo nos beirais e penedos

e na minha rua de charcos gelados,

era tudo tão simples e tão belo

eram os meus melhores brinquedos,

já lá vai!.. já lá vão tempos passados.

 

     ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado aos tempos idos de criança na terra que me viu nascer "Freixo Espada à Cinta").

publicado por Artur Cardoso às 15:03
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Terça-feira, 12 de Março de 2013

"Em estado febril"

 

 

 

 

      “Em estado Febril”

 

 

 

No silêncio soturno da mansidão

noto a mudança do tempo a passar

são quatro da madrugada,

sinto palpitar o meu coração

é subitamente um resfriado

presumo que não me agrada.

 

 

Paro imediatamente de escrever

e consulto o boletim meteorológico

mas depressa me vou deitar,

não vejo jeitos de me aquecer

estou doente como é lógico

nem sei o que deva pensar.

 

 

Não é só apenas do frio

ou talvez dum simples resfriado

não quero acordar a família,

sinto dentro de mim um vazio

estou deveras inconformado

o tempo passa e eu de vigília.

 

 

Esforço-me teimoso e persistente

por fim adormeço vencido pelo cansaço

de caminho o sol vai nascer,

ao acordar estou febril e impaciente

apenas desejo um abraço

porque penso que vou morrer.

 

        ArtCar

 

 (Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 07:24
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Sábado, 9 de Março de 2013

"Um sorriso de Poeta"

 

 

 

“Um sorriso de Poeta”

 

 

Poesia!

é magia

sem rival,

é melancolia

também folia

por igual.

 

O Poeta!

não é pateta

é sonhador,

tem por meta

a linha recta

só por amor.

 

O Poeta!

não interpreta

mal outro,

sempre acerta

e nada afecta

nem muito….

Nem pouco.

 

 Poesia é coração!

nasce da alma

dita ao papel,

com emoção

prazer e calma

tem mel e fel.

 

Sou Poeta!

nada me afecta

o que outro escreve,

só é pateta

quem mal interpreta

o que não deve.

 

Poeta!

sorriso aberto

discreto,

até acerta….

Se for esperto

tem sempre perto

outro Poeta.

 

    Artcar

 

(Poema de minha autoria, dedicado a todos os Poetas e dizedores de Poesia).

publicado por Artur Cardoso às 19:36
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Sexta-feira, 8 de Março de 2013

"MULHER"

               “MULHER”

 

 

 

Mulher!.. flor bonita e virtuosa

tens a força natural da fecundidade

gloriosa em todo o teu resplendor,

tão bela e pura; como a formosa rosa

mãe frutífera da humanidade

és a causa do eterno amor.

 

 

Doce mulher do amor profundo

beleza da alma e do coração

ventre fértil do prazer e do amor,

mãe eterna nascida no mundo

perfeita existência da paixão

és tu!.. Mulher bela flor.

 

 

Tu!.. que foste mulher fecundada

com paixão o assumiste

eterno amor; minha doçura,

tens alma virginal e imaculada

outra como tu não existe

infindável mulher ternura.

 

 

Mulher doçura, pureza, fertilidade!

bela mulher de luz radiosa

mulher rainha também,

mãe por toda a humanidade;

és o amor da eternidade

e airosa como a bela rosa

Tu!.. Mulher e Mãe.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria dedicado com muito amor e carinho a todas as mulheres do mundo inteiro).

publicado por Artur Cardoso às 00:07
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