“ Caminhos! ”
Afadigas em busca da felicidade
percorres caminhos custosos
de enormes condições grotescas,
tantos obstáculos da severidade
de funestos e falsos manhosos
de boa aparência e pitorescos.
Nem tudo o que brilha é formal
tudo conquista por fantasia,
tal exemplo, o diamante….
É cintilante e natural!
mas pode até por ironia
parecer um aparente brilhante.
Duma coisa estou certo,
talvez pelas agruras da vida
já me fartei de correr!
longe distâncias; já são perto,
como perto é sem dúvida
meu caminho a percorrer.
ArtCar
(Poema de minha autoria dedicado aos caminhos difíceis de aparência).
“As tuas cores”
Tu minha leal amiga!
que não vês as cores da vida
e imaginas no teu coração,
tu, que detestas a intriga!
tens a noção predefinida
da tua vida por indução.
Tu que nunca viste o mar
nem a cor azul do céu!
embora tudo possas dizer….
Não é necessário explicar
porque vês tal como eu
com a alma do teu ser.
Tu falas do que imaginas
e imaginas tal e qual
as cores da tua integridade,
são verdadeiras e divinas
tal como tu, amiga leal….
Não vês! mas vês a realidade.
ArtCar
(Poema de minha autoria escrito com muito amor e carinho. Dedicado a todos/as invisuais do mundo inteiro).
“Outrora”
No final do dia ao entardecer
oiço o chilrear de andorinhas
fazem lembrar dias de outrora,
jamais os vou esquecer
regressam as tais avezinhas
aos ninhos com a sua hora.
Caiem as noites ofuscadas
logo ao apagar do dia
em calmo silêncio a afagar,
gentes do trabalho castigadas
e ainda com certa alegria
rogam a Deus a rezar.
Perdem-se hábitos tão belos
mudam-se os tempos de então
e certos valores rutilantes,
dias de antigamente singelos
guardo-os dentro do coração
e lembro-os como antes.
ArtCar
(Poema de minha autoria escrito a pensar nos meus dias passados de outrora).
(Fonte dos beijinhos)
“O beijo do desejo”
Unem-se duas bocas num beijo
um abraço coração com coração
ardem ansiosos de desejo
dão-se sofregamente à paixão.
O sol aquece no horizonte
arde o beijo do amor
bebem água fresca da fonte
para refrescar o calor.
O amor é descomedido….
É doido; é desatinado!
mas é tão bom e sentido!
porém, é muito complicado.
Doce amor altivo!
mergulhado num só beijo,
deixa o coração cativo
e a alma em desejo.
ArtCar
(Poema de minha autoria dedicado com muito amor e carinho aos "Beijos do Desejo").
Freixo, minha terra natal!
Em cada flor sinto ternura
ao lembrar a minha terra
que recordo com tanta saudade,
sentimento que em mim perdura
num rol melancólico que encerra
meu nascer até à eternidade
Pequena flor de amendoeira
generosa terra de produção
Freixo minha terra natal,
seu aroma à minha beira
pertinho do meu coração
terra de beleza natural.
Freixo que me viu nascer
nas amendoeiras em flor
no inverno, mês de Fevereiro!
sinto a saudade a crescer
com tanta ternura e amor
é meu berço verdadeiro.
Terra campestre distinta
pequeno burgo promissor
está meu coração cativeiro,
Freixo de Espada à Cinta
terra do Poeta e Lavrador
Abílio Guerra Junqueiro.
ArtCar
(Poema de minha autoria, dedicado com muito amor e carinho à minha terra Natal e sua beleza natural "Freixo de Espada à Cinta").
“Demolidor da compreensão”
Por ironia, mudaram-se os tempos!
por imposição, mudam-se as vontades!
tudo vai mudando por presunção,
pelas reviravoltas dos contratempos
já não se respeitam idoneidades
pela constante força da depravação.
Correm tempos amargos de inquietude
o homem por descrédito tudo desonra
num desgostoso idealismo funesto,
até chega a desanimar por virtude
ri à gargalhada da sua própria honra
e às vezes tem vergonha de ser honesto.
Vão-se habitando causas de maior
ao longo dos vários males possessos
que atrozmente provocam destruição,
o homem destrói tudo em seu redor
por arrojadas ousadias e arremessos
sem por isso, dar uma única explicação.
Começa então o princípio do fim!
sem parar, anda numa roda gigante
o impávido demolidor da compreensão,
quem esperançoso vai esperando; enfim
vai padecendo como o justo errante
sem a natural capacidade de pretensão.
Esvaiu-se completamente a paciência!
esgotaram-se os prazeres da moralidade!
o fim, está a chegar tresloucado….
Chega a hora violentada pela imprudência!
o perigo atroz da própria humanidade,
do circo cruel, retrogrado e estropiado.
ArtCar
(Poema de minha autoria, escrito com muito carinho, como que um apelo a toda a humanidade para que haja compreensão sem destruição).
“Mal amado”
Ainda sinto tanta saudade!
ó! mas se ainda me lembro….
Tinhas uma rosa na mão,
recordarei até à eternidade,
ao serão! no mês de Setembro
numa noite quente de verão.
Se tu soubesses meu amor!
não calculas a saudade que sinto
daquele momento derradeiro,
misturo a saudade com a dor
neste mesmo instante sucinto
porque é efémero e passageiro.
Meu pobre coração está triste!
já não me consegue escutar
pela saudade que me persiste….
Nada; ou mesmo pouco existe,
Senão! a saudade para recordar.
Sinto a amargura da tristeza!
o sabor amargo da maldade,
sinto nostalgia e solidão….
Amo deveras a tua beleza,
recordo-te com tal destreza,
a candura da tua ingenuidade!
mas, não sinto amor no coração.
Belisco esta minha sensibilidade,
dou um ror de voltas à imaginação!
procuro um refúgio sossegado….
Neste turbilhão de grande saudade,
ainda vivo de amores e paixão,
embora fosse por ti mal amado.
ArtCar
(Poema de minha autoria dedicado com muito amor e carinho a todos aqueles/as que são mal amados/as).
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