Terça-feira, 23 de Julho de 2013

" Caminhos! "

 

 

 

 

           “ Caminhos! ”

 

Afadigas em busca da felicidade

percorres caminhos custosos

de enormes condições grotescas,

tantos obstáculos da severidade

de funestos e falsos manhosos

de boa aparência e pitorescos.

 

 

Nem tudo o que brilha é formal

tudo conquista por fantasia,

tal exemplo, o diamante….

É cintilante e natural!

mas pode até por ironia

parecer um aparente brilhante.

 

 

Duma coisa estou certo,

talvez pelas agruras da vida

já me fartei de correr!

longe distâncias; já são perto,

como perto é sem dúvida

meu caminho a percorrer.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado aos caminhos difíceis de aparência).

publicado por Artur Cardoso às 22:08
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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

"As tuas cores"

 

 

 

 

      “As tuas cores”

 

 

Tu minha leal amiga!

que não vês as cores da vida

e imaginas no teu coração,

tu, que detestas a intriga!

tens a noção predefinida

da tua vida por indução.

 

 

Tu que nunca viste o mar

nem a cor azul do céu!

embora tudo possas dizer….

Não é necessário explicar

porque vês tal como eu

com a alma do teu ser.

 

 

Tu falas do que imaginas

e imaginas tal e qual

as cores da tua integridade,

são verdadeiras e divinas

tal como tu, amiga leal….

Não vês! mas vês a realidade.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria escrito com muito amor e carinho. Dedicado a todos/as invisuais do mundo inteiro).

publicado por Artur Cardoso às 21:48
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Domingo, 21 de Julho de 2013

"Outrora"

 

 

 

 

             “Outrora”

 

 

 

No final do dia ao entardecer

oiço o chilrear de andorinhas

fazem lembrar dias de outrora,

jamais os vou esquecer

regressam as tais avezinhas

aos ninhos com a sua hora.

 

 

Caiem as noites ofuscadas

logo ao apagar do dia

em calmo silêncio a afagar,

gentes do trabalho castigadas

e ainda com certa alegria

rogam a Deus a rezar.

 

 

Perdem-se hábitos tão belos

mudam-se os tempos de então

e certos valores rutilantes,

dias de antigamente singelos

guardo-os dentro do coração

e lembro-os como antes.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria escrito a pensar nos meus dias passados de outrora).

publicado por Artur Cardoso às 22:28
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"O beijo do desejo"

                                          (Fonte dos beijinhos)

 

 

 

 

“O beijo do desejo”

 

 

 

Unem-se duas bocas num beijo

um abraço coração com coração

ardem ansiosos de desejo

dão-se sofregamente à paixão.

 

 

O sol aquece no horizonte

arde o beijo do amor

bebem água fresca da fonte

para refrescar o calor.

 

 

O amor é descomedido….

É doido; é desatinado!

mas é tão bom e sentido!

porém, é muito complicado.

 

 

Doce amor altivo!

mergulhado num só beijo,

deixa o coração cativo

e a alma em desejo.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado com muito amor e carinho aos "Beijos do Desejo").

publicado por Artur Cardoso às 11:01
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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013

Freixo, minha terra!

 

 

  Freixo, minha terra natal!

 

 

 

Em cada flor sinto ternura

ao lembrar a minha terra

que recordo com tanta saudade,

sentimento que em mim perdura

num rol melancólico que encerra

meu nascer até à eternidade

 

 

Pequena flor de amendoeira

generosa terra de produção

Freixo minha terra natal,

seu aroma à minha beira

pertinho do meu coração

terra de beleza natural.

 

 

Freixo que me viu nascer

nas amendoeiras em flor

no inverno, mês de Fevereiro!

sinto a saudade a crescer

com tanta ternura e amor

é meu berço verdadeiro.

 

 

Terra campestre distinta

pequeno burgo promissor

está meu coração cativeiro,

Freixo de Espada à Cinta

terra do Poeta e Lavrador

Abílio Guerra Junqueiro.

 

ArtCar

 

 (Poema de minha autoria, dedicado com muito amor e carinho à minha terra Natal e sua beleza natural "Freixo de Espada à Cinta").

 

publicado por Artur Cardoso às 00:07
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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013

"Demolidor da compreensão"

 

 

 

 

 

  “Demolidor da compreensão”

 

 

 

Por ironia, mudaram-se os tempos!

por imposição, mudam-se as vontades!

tudo vai mudando por presunção,

pelas reviravoltas dos contratempos

já não se respeitam idoneidades

pela constante força da depravação.

 

 

Correm tempos amargos de inquietude

o homem por descrédito tudo desonra

num desgostoso idealismo funesto,

até chega a desanimar por virtude

ri à gargalhada da sua própria honra

e às vezes tem vergonha de ser honesto.

 

 

Vão-se habitando causas de maior

ao longo dos vários males possessos

que atrozmente provocam destruição,

o homem destrói tudo em seu redor

por arrojadas ousadias e arremessos

sem por isso, dar uma única explicação.

 

 

Começa então o princípio do fim!

sem parar, anda numa roda gigante

o impávido demolidor da compreensão,

quem esperançoso vai esperando; enfim

vai padecendo como o justo errante

sem a natural capacidade de pretensão.

 

 

Esvaiu-se completamente a paciência!

esgotaram-se os prazeres da moralidade!

o fim, está a chegar tresloucado….

Chega a hora violentada pela imprudência!

o perigo atroz da própria humanidade,

do circo cruel, retrogrado e estropiado.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria, escrito com muito carinho, como que um apelo a toda a humanidade para que haja compreensão sem destruição). 

publicado por Artur Cardoso às 19:17
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Quarta-feira, 17 de Julho de 2013

"Mal amado"

 

 

 

 

 

        “Mal amado”

 

 

 

Ainda sinto tanta saudade!

ó! mas se ainda me lembro….

Tinhas uma rosa na mão,

recordarei até à eternidade,

ao serão! no mês de Setembro

numa noite quente de verão.

 

 

Se tu soubesses meu amor!

não calculas a saudade que sinto

daquele momento derradeiro,

misturo a saudade com a dor

neste mesmo instante sucinto

porque é efémero e passageiro.

 

 

Meu pobre coração está triste!

já não me consegue escutar

pela saudade que me persiste….

Nada; ou mesmo pouco existe,

Senão! a saudade para recordar.

 

 

Sinto a amargura da tristeza!

o sabor amargo da maldade,

sinto nostalgia e solidão….

Amo deveras a tua beleza,

recordo-te com tal destreza,

a candura da tua ingenuidade!

mas, não sinto amor no coração.

 

 

Belisco esta minha sensibilidade,

dou um ror de voltas à imaginação!

procuro um refúgio sossegado….

Neste turbilhão de grande saudade,

ainda vivo de amores e paixão,

 embora fosse por ti mal amado.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado com muito amor e carinho a todos aqueles/as que são mal amados/as).

 

publicado por Artur Cardoso às 17:22
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