Domingo, 7 de Julho de 2013

"Noite Cálida!"

 

 

 

 

  “Noite cálida!”

 

 

A noite está cálida

o céu transparente

as estrela vão apagar,

sobe a lua pálida

e o calor persistente

faz-me pensar.

 

 

Através da janela

olhos fitos distantes

perde-se o meu olhar,

só penso nela

como pensava dantes

sinto a respiração ofegar.

 

 

Oiço sons repetitivos

que moram comigo

nesta saudade,

tão imperativos

como barco perdido

rumo à eternidade.

 

 

A noite está a esmorecer

o luar apagando

os meus olhos a fechar,

penso e sem a ver

triste soluçando

por não a acariciar.

 

 

A noite é culpada

ciumenta malfadada

que tanto me faz sonhar,

tenho a alma cansada

de dor desesperada

e com certo pesar.

 

 

A lua lívida

a noite abafada

com magia feiticeira,

tal ilusão esvaída

não façam caçoada

desta minha cegueira.

 

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria dedicado muito carinhosamente ao amor! amor live e verdadeiro).

publicado por Artur Cardoso às 22:46
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Sábado, 6 de Julho de 2013

"Somos átomos"

 

 

 

 

       “Somos átomos”

 

 

 

Somos simplesmente átomos

filhos mortais deste universo

e seres viventes dum planeta,

por acaso também autónomos

como um poema controverso

caído nos gadanhos da treta.

 

…………………………………………………………........

 

Nada somos e por nada mudamos

nesta grande imensidão do mundo

átomos também são as formigas,

temos uma vida que por ela lutamos

podendo sucumbir apenas num segundo

por certas  maldades urdidas de intrigas.

 

…………………………………………………………….....

 

Somos simples viventes mortais

e átomos ínfimos  da nossa raça

humanos autorizados eminentes,

somos pequenas partículas tais

para a natureza uma séria ameaça

como veneno letal das serpentes.

 

    ArtCar

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 22:11
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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013

Sentimento!

 

 

 

                Sentimento!

 

 

 

Falar de sentimento,

é como que falar de algo muito recatado,

o sentimento não é um mero recado!

é mais! Muito, muito mais do que isso….

É um profundo pensar de momento

que transvaza perfeitamente adequado

de tal pensamento bem administrado

que implica um sério compromisso.

 

 

São sentimentos recatados

que por vezes na vida se escondem

no âmago do nosso ser,

tão escondidos e até acostados

são como barcos abandonados

ancorados até morrer.

 

 

Sentimento!

porém, até poderá ser um lamento

provocado pela insensatez

ou pelo receio de o poder desfrutar,

os bens morais do entendimento

podem também provocar timidez

por um alguém que se quer amar.

 

 

Sentimento…. É uma dor constante,

duma paixão incessante,

das partidas que a vida prega!

é um afecto determinante

por uma consciência retumbante

duma paixão a que se entrega.

 

 

Sentimento!

pode também ser paixão compulsiva,

destinada a um arrependimento,

dum amor incompreendido!

como um apego ternurento

dum homem e uma Diva

por afastamento ou desapontamento

dum momento mais enfraquecido.

 

ArtCar

 

 (Poema de minha autoria dedicado com muito carinho ao; "Amor").

publicado por Artur Cardoso às 21:45
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Quarta-feira, 3 de Julho de 2013

Festas da minha terra!

 

 

 

  Festas da minha terra!

 

 

Bateu uma profunda saudade

à porta do meu coração,

da minha terra em festa!

Amigos da minha mocidade,

amores, desamores, paixão!

na minha alma se manifesta.

 

Lembro-me da minha terra engalanada

o rebentar estrondoso de foguetadas

ao despontar as primeiras horas do dia,

toda a gente alegremente alvoraçada

acordam crianças ainda estremunhadas

vão à janela com satisfação e alegria.

 

Os sinos! Ai os sinos como dobram….

Pela anunciação da solene festa

num turbilhão de grandes emoções,

porém, os idosos, saudosos, choram!

 contam o tempo que ainda lhes resta

quando passam por eles as procissões.

  

Toca a banda toda emproada

melodiosa vai de rua em rua

percorrendo toda a povoação,

torna-se ainda mais animada

por causa duma união mútua

que brinda com amor no coração.

 

Nas festas da minha terra

paira pelos ares tanta alegria

em pundonor de Nossa Senhora,

sua imagem a multidão espera

como que por método de romaria

durante o dia a uma certa hora.

 

Ainda me lembro dos doces tradicionais

confeccionados por velhinhas doceiras,

rebuçados, licores simples e gulodice!

festas devotas de gentes leais

lembro-me das singelas brincadeiras

nos tempos inocentes da meninice.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria que dedico com muito amor e carinho à minha terra natal, "Freixo de Espada à Cinta").

publicado por Artur Cardoso às 22:33
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Terça-feira, 2 de Julho de 2013

"O inocente gargalhar das crianças"

 

 

 

“O inocente gargalhar das crianças”

 

 

 

A gargalhada duma criança

tem magia contagiante,

um surpreendente encantar

que cativa por indução!

tem luz fulgente de esperança,

melodia celestial interessante

como o harmonioso cantar!

um místico que entra no coração.

 

 

É como que o alegre dobrar

do trinar do rouxinol

que entoa no arvoredo,

bendito seja seu gorjeio divinal!

deslumbra com o seu cantar,

brilha como a luz do sol

e diz ao ouvido um segredo,

como uma gargalhada natural.

 

 

Sai da criança uma gargalhada

sem ter nenhuma tristeza,

sem existir ponta de nostalgia,

porém seria paradoxal!

é feliz uma criança alegrada

dá gargalhadas com firmeza

parece feitiço duma magia,

com tanta beleza magistral.

 

 

Ó quem me dera ser criança,

ai se eu fosse também inocente,

seria como o rouxinol

a trinar com alegria e porém!

teria o sorriso da esperança,

a todos gracejava alegremente,

brilhava como brilha o sol

e dava gargalhadas também.

 

          ArtCar

                                                                                 

 (Poema de minha autoria que dedico com muito amor e carinho a todas as crianças do mundo).

publicado por Artur Cardoso às 05:40
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