Domingo, 11 de Agosto de 2013

"Pregões na minha rua"

 

 

 

 

        “Pregões na minha rua”

 

 

 

Ao tempo que não oiço a velha sineta

da antiga capelinha da minha rua

e os pregões do cauteleiro a passar,

nem a varina de avental cor de violeta

nem a menina de saia curta e ingénua

nem tampouco a peixeira a apregoar.

 

 

……………………………………………………………………..

 

 

Deixei de ouvir o amola-tesouras

a camioneta ambulante do pão

as vizinhas animadas a conversar….

O homem das ratoeiras e das vassouras

calou-se para sempre o pregão

na minha rua a vozear.

 

 

…………………………………………………………………..

 

 

Acabaram os pregões na minha rua

tudo vai acabando, tudo tem um fim!

os hábitos vão-se mudando também,

até palavras românticas à luz da lua….

Sinto uma enorme saudade em mim

como tenho saudades da minha mãe.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado muito carinhosamente ao pregões de antigamente).

publicado por Artur Cardoso às 07:40
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"Onda calma do mar"

 

 

 

 

 

          “Onda calma do mar”

 

 

 

Vem de mansinho levemente a ondular,

como quem bate com leveza no peito

e juntinho a mim, penso querer-me falar!

anda meu barco perdido nela a baloiçar

navegando sossegado e bem a seu jeito

na onda suave, calma e tranquila do mar.

 

 

Do rio, partem barcos rumando ao mar!

porém, outros de lá vêm chegando,

carregados e devagar para atracar no cais….

É dura azáfama que tanto me faz pensar

sempre felizes dento dela  navegando

à procura de dois límpidos cristais.

 

 

São fofo leito e cristalinos olhos da minha luz,

são porto de abrigo e serenidade da alma!

invade-me tal tristeza quando a não vejo….

Ao remansado ancoradouro que me conduz,

onda suave de tanta sensatez, firme e calma,

como formosa mulher que tanto desejo.

 

 

Meu mar eterno da onda calma e mansa,

encantada sereia; musa de meus prantos!

és eterna e verdadeira paixão para mim….

Teu canto na onda da minha esperança,

onda pelos desafios que por ti são tantos

és minha onda, calma, dum mar sem fim.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria, dedicado ao mar e seus marinheiros, pescadores e navegadores).

publicado por Artur Cardoso às 00:25
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Sábado, 10 de Agosto de 2013

Mar! onde um dia irei morrer....

 

 

 

Mar! onde um dia irei morrer….

 

 

 

Lá longe, navego ao por do sol

no grandioso mar imenso

de imensas e tantas ilusões,

procuro um abrigo ou um farol!

meu mar, só a ti te pertenço,

és o túmulo das minhas paixões.

 

 

Mar profundo do meu viver!

mar funesto da eternidade,

doce mar de grande desígnio….

Em ti, onde um dia irei morrer

quando chegar a hora da realidade

e por cá, não deixar qualquer vestígio.

 

 

És o forte desejo que me enleias

mar dos meus sonhos e pesadelos

precioso mar de minha ambição,

és funerária de lautas ceias

para mim és o sítio mais belo

e encantamento do meu coração.

 

 

Mar de paz, da eternidade e da calma!

mar de tanta agonia e tanta alegria,

são o sol e a lua, a essência do teu ser….

encanto incondicional de minha alma

poderoso e influente mar de magia

Mar, onde um dia! em ti, irei morrer.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado ao mar).

publicado por Artur Cardoso às 11:06
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"Mar dos meus segredos"

 

 

 

 

 

         “Mar dos meus segredos”

 

 

 

Dou voltas e mais voltas para adivinhar

dou tantas voltas e nada adivinho porém

quantos litros de água tem o mar

e quantos segredos também.

 

 

Um dia encontrei um velho sábio

falou-me dos medos e dos enredos

que leu num velho alfarrábio

tem tantos litros de água como segredos.

 

 

Ó mar misterioso de medos e enredos

Ó mar de marinheiros a navegar

ao mar contei todos os meus segredos

mas os litros de água não os sei contar.

 

 

Meu mar, ó meu mar eterno

de navegadores de Portugal

quando revolto és um inferno

e de litros de água és colossal.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado ao mar).

publicado por Artur Cardoso às 11:00
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Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013

É virtuosa e mulher!

 

 

 

 

 

         É virtuosa e mulher!

 

 

 

É mulher livre como a gaivota do mar,

é como a fresca brisa que circula

e como água cristalina da fonte!

é inquietude que a todos faz sonhar,

é toda amor que nela perdura,

como loba faminta do monte.

 

 

É filha fecundada da madrugada

é como o encanto cintilante do sol,

também feiticeira lua do céu!

é mulher fiel e tão mal amada

que padece inerte sobre o lençol,

mas como firme pedra de mausoléu.

 

 

É tão frágil como o fino cristal!

que encanta os olhares da cobiça,

é mulher do desejo e do sofrer….

Bela mulher sensível e sensual,

seriamente castigada pela injustiça,

por ser uma virtuosa mulher.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado com muito amor e carinho a todas as mulheres virtuosas, mas mal amadas).

publicado por Artur Cardoso às 18:32
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Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013

"Tenho saudades de Trás-Os-Montes"

 

 

 

“Tenho saudades de Trás-Os-Montes”

 

 

 

Sinto saudades e uma profunda tristeza

tenho imensas saudades de Trás-Os-Montes

de toda a minha infância que já passou,

lembro-me veemente de toda a natureza

de saltar, correr, beber água das fontes

e do tempo agradável que me deleitou.

 

 

Tudo passou vertiginosamente e a correr

como tudo passa veloz nas asas do tempo

tal como a água corrente e fresca das fontes,

sinto saudades dentro de mim, com sofrer

uma tristeza nostálgica de dor e sofrimento

sinto tanta falta da fresca brisa dos montes.

 

 

Vejo o meu tempo rapidamente de mim a fugir

como velozes torrentes de íngremes montanhas

e os meus inseguros momentos a passar,

já à muito tempo que espero aquilo há-de vir

tenho uma impressão no interior das entranhas

do toque atempado e quase funesto a chegar.

 

 

Hoje estou muito triste e até indolente

sinto saudades de ver Trás-Os-Montes

e da liberdade das aves felizes da serra,

Hoje! sinto-me insensível e descrente

de estar longe dos montes e das fontes

como quando era criança na minha terra.

 

 

Hoje! sinto-me melancólico e desanimado

deste abatimento causado pela saudade,

sinto uma profunda tristeza no coração….

Hoje sinto-me completamente preocupado

se calhar, talvez seja pela debilidade da idade

ou por uma profunda saudade de paixão.

 

 

É de minha condição esta grande tristeza!

é um manifesto dos meus tempos passados,

da minha infância em outros horizontes….

Nunca mais esqueço aquela tamanha beleza

da minha terra e dos meus sonhos dourados;

tenho imensas saudades de Trás-Os-Montes.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado com profundo amor e carinho à minha terra natal (Freixo de Espada à Cinta) e a todo o Nordeste Transmontano (Trás-Os-Montes).

publicado por Artur Cardoso às 18:52
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Domingo, 4 de Agosto de 2013

"Faço como faz o Sol"

 

 

 

 

      “Faço como faz o Sol”

 

 

 

Espero pelo sol toda a manhã,

por fim, nasce despreocupado!

fecha os olhos, abre os olhos, boceja….

Vem lá do cimo da montanha,

desce ainda estremunhado,

tão belo! Até causa inveja.

 

 

Quem me dera ser o sol,

para todas as manhãs a visitar

e a cintilar, acaricia-la sensual….

No bosque onde canta o rouxinol,

melódico, como que a convidar

a um longo passeio matinal.

 

 

Não me lembro, faz  muito tempo!

que não me sinto tão bem,

talvez à mais duma eternidade….

Se não tiver nenhum contratempo,

faço como faz o sol e também!

visito-a com a mesma finalidade.

 

 

Despreocupado, estremunhado e sensual,

faço como faz o sol, vou-a visitar!

refugio-me nos braços dela

como se fosse um anjo divinal;

ou como o rouxinol a cantar,

entro logo de manhã, pela sua janela.

 

ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado com muito amor e carinho; a Ela, ao Sol, ao Amor).

publicado por Artur Cardoso às 11:34
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