Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013

Por uma vida de miséria!

 

 

              Por uma vida de miséria!

 

 

 

É a miséria duma vida cheia de trabalho

de pele encarquilhada e rugas no rosto

como carta usada e viciada dum baralho

duma longa vida de pobreza e de desgosto.

 

 

Velhos ossos enfraquecidos pelo passar dos anos

mãos calejadas de tantos sacrifícios e sofrimento

olhar apagado e distante de enganos e desenganos

e um forte sopro decisivo, dum coração em lamento.

 

 

Voz abafada, trémula e sofrida, com tanto frio a tiritar

o peso da idade muito avançada, fatiga sobre os ombros

desgraçadamente, ainda faz pela vida embora a padecer.

 

 

A tristeza e as agruras espinhosas da vida, fazem curvar

a pobreza, é a maior originária de todos os males e tombos

pelo final da vida, velhinha, ainda vai à lenha para se aquecer.

 

        

           ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado com todo o amor e carinho a todos os velhinhos que ainda trabalham por necessidade e que infelizmente ainda são muitos).

 

publicado por Artur Cardoso às 18:36
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Domingo, 3 de Novembro de 2013

"Sonho maquiavélico duma noite mal dormida!

 

 

      Sonho maquiavélico

      duma noite mal dormida!

 

 

 

Acordo dum sonho perturbador

e dou comigo intrigado a matutar

era um mar de lembranças infindas,

coisas maquiavélicas de mal menor

mas sérias, que me fazem pensar

nas coisas passadas, já esquecidas.

 

 

O sonho é o verdadeiro eco do espírito

que está presente no subconsciente

e que se reflecte no sonhar,

deixa o consciente sob aviso atónito

num estado de alerta permanente

pode até chegar ao delírio de alarme.

 

 

No sonho, oiço vozes vindas do além!

que lembram malefícios que trazem

coisas que me vêm à lembrança,

rezo ao meu Jesus e à Virgem Mãe

que não passem duma mera miragem

por indignação da minha insegurança.

 

 

Águas passadas, moinhos já não movem

vão longínquas na torrente da vida

como sonho duma lembrança infinda,

maquiavélico, mas não morte de homem

apenas é uma perturbação ocorrida

duma noite mal dormida.

 

   ArtCar

 

(Poema de minha autoria). 

publicado por Artur Cardoso às 23:56
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Sexta-feira, 1 de Novembro de 2013

Dia de todos os santos!

           “Dia de todos os Santos”

                   “Pão de Deus”

             (dia um de Novembro)

 

 

 

Vêem-me à memória algumas lembranças

do dia um, dia de todos os defuntos e finados!

neste primeiro dia um do mês de Novembro,

tanto adultos, como também tantas crianças,

pediam pelas portas pobrezinhos entusiasmados

o pão de Deus, pão quente! ainda me lembro.

 

 

Eram outras vivências, de outros tempos,

tempos difíceis de fome e de miséria!

os pobres, só tinham sofrimento e sentir,

como os seus míseros e parcos rendimentos

não chegavam para o sustento da família,

tinham que humildemente aos ricos ir pedir.

 

 

Chegava o tão sentido e saudoso dia dos fieis!

os pobrezinhos pediam pelos que já partiram

era então o pão de Deus, em dia benevolente,

pediam uns trocados, uns miseráveis níqueis

alguns agasalhos, que por acaso outros vestiram

pediam por todos os santos, dia do pão quente.

….

 

 

              “Pão de Deus"

 

 

Eira de trigo  com pão semeado

por mãos de antigamente

e por elas tão bem tratado

trabalhado fisicamente.

 

 

Pão de Deus, pão abençoado

trabalhado à antiga portuguesa

mãos sacrificadas e com suor ceifado

para ser apreciado à nossa mesa.

 

 

O pão nosso de cada dia

amassado por mãos experimentadas

à primeira claridade do alvor.

 

 

É dever duro e tarefa tardia

de gentes de mãos calejadas

pão cozido com dedicação e amor.

 

     

         ArtCar

 

(Poema de minha autoria dedicado todos os santos e defuntos. Ao dia dos fieis e ao Pão de Deus).

publicado por Artur Cardoso às 23:06
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