Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Chorei por ti um dia Maria!

 

 

Chorei por ti por amor

chorei por ti um dia

chorei por ti com pudor

fi-lo por ti Maria.

 

Hoje estou diferente

não me peças a razão

chorei por ti descontente

chorei por ti de coração.

 

Não me julgues Maria

deixa o vento amainar

respeita a minha ideia,

chorei por ti um dia

por te querer amar

prendi-me na tua Teia.

 

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria)                                                                              

publicado por Artur Cardoso às 22:18
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Cão sem dono abandonado!

 

 

 

Encontro na rua um pobre cão sozinho!

abandonado, triste e perturbado,

aproximo-me e faço-lhe um carinho,

em troca, dá-me um olhar meigo continuado.

 

Naquele nosso instante afetuoso

vejo nele tanta, tanta gratidão

um momento tão culminante e precioso

sinto-o no fundo do meu coração.

 

Pobre cão sem dono abandonado,

desprezado, é a todos indiferente!

Anda à deriva o desgraçado,

em estado lastimoso e comovente.

 

Vagueia pela rua sem sorte

sem um lar para ficar

precisa duma família com porte

que o saiba estimar e amar.

 

Como é triste vê-lo andar na rua

sem que ninguém lhe deite a mão

seus donos são o sol e a lua

e tem a desgraça como condão.

  

Cão maltratado e desventurado

toda a gente passa por ele com desdém

pobre cão por todos tão desprezado

sem dono e sem ninguém.

 

Que posso então eu fazer?

Pensativo, interrogo-me junto dele!

Não posso deixa-lo sofrer

e arranjo um novo amigo para ele.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria dedicado com muito carinho ao "Cão" e a todos os animais em geral).

 

publicado por Artur Cardoso às 21:30
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Sábado, 13 de Dezembro de 2014

Conto de Natal! - O meu "Presente"....

ArtCar.JPG

 

Conto de Natal!

O meu melhor presente….

 

 

Foi precisamente por esta altura

há muito tempo, na véspera de Natal

os enfeites já engalanavam as ruas,

uma criança pobre com tanta ternura

em estado lastimoso quase irreal

esperava por algum presente, ingénua.

 

Na rua, um frio de tiritar fazia-se sentir

trazido pela invernia gélida e impiedosa

a criança aproxima-se subtilmente,

tão frágil, tão meiga, chama-me a sorrir!

Porém, debilitada, olha-me ansiosa e

espera por alguma coisa, como é evidente.

 

Soaram nove badaladas na minha alma!

Era o alerta do relógio da Torre dos Clérigos

atónito, tudo aquilo me parecia comovente,

uma criança miserável, mal vestida e calma

entre outras tantas e tantos mais mendigos

dá-me as boas noites! Foi o meu melhor presente.

 

       ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria dedicado carinhosamente ao "Natal").

publicado por Artur Cardoso às 10:05
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Não, não digas que não!

 

 

Para ti meu amor, é apenas um mimo

toma-o em tuas mãos delicadas e perfeitas

não, não digas que não!

Este presente é intimo

bem sei que com ele te deleitas

são flores meu amor, para o teu coração.

 

Flores! É este o meu presente

oferecer-te-ei mais e mais, muitos mais

como sabes, sabes o que significa uma flor

aceita por favor, aceita e sê benevolente

tão longe de mim vós andais

não me digas que não meu amor.

 

É um presente diferente

sem embalagem e sem laço

são tuas por minha dedicação,

não deixa de ser um lindo presente

são flores com um beijo e um abraço

aceita-as e não, não digas que não.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria). 

publicado por Artur Cardoso às 09:59
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Frio gélido de Natal!

 

 

 

Não receies o frio gélido e rigoroso

em conformidade com o júbilo natalício

aquece o coração esperançoso

no aniversário divino propício.

 

Ainda me lembro de tanta magia divinal

da neve fria a cair do céu azul acinzentado

precisamente na véspera de Natal

de intenso e rigoroso frio gelado.

 

Tenho tantas saudades do meu pai e da minha mãe

imensas saudades da minha criação

da gélida neve que ao de leve caía do além

subtilmente fazia aquecer o meu coração.

 

De mãos geladas e o coração quente

assim era quando eu me criava

não sentia o frio e brincava contente

o frio de Natal minha alma aconchegava.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de "Natal"! De minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 09:54
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O meu conto de Natal!

 

 

 

E porque não narrar algo diferente!

Um conto em verso por mim salvaguardado,

ao longo dos anos lembro-me perfeitamente

e tenho-o na minha memória gravado.

 

Ainda era uma criança, muito menino!

À noite, em véspera de Natal,

na minha cama e a pensar no destino,

o que de mim seria afinal.

 

No meu irreal, deitado na minha cama!

Vi lá longe, muito longe, entre nuvens a brilhar,

uma luzinha pequenina em chama

parecia estar-me a desafiar.

 

Eu era um menino muito preguiçoso!

Só gostava de brincar e dormir,

sempre feliz e extremamente caprichoso

pensava no meu destino a sorrir.

 

Rezei veemente ao meu Menino Jesus

para ter o seu acompanhamento

com muito, muito amor levar a minha cruz

ao calvário, o meu sofrimento.

  

Essa luzinha em chama, no meio da escuridão!

Lentamente, parecia que se ia apagando,

palpitante, batia ainda mais forte o meu coração

e eu, eu ia sempre, sempre rezando.

 

No quentinho, entre os lençóis e cobertores!

Tinha medo, muito medo do escuro,

algo eu via, não sei o quê, luzinhas multicores,

sentia-me sozinho, embora seguro.

 

Estrelinhas a apagar, a acender, à minha beira!

Imaginei alguém muito vil e temerário,

ordena-me de forma altiva e grosseira

na verdade! Passava-se no meu imaginário.

 

Ténues, tocavam sinos ao meu ouvido!

Caía neve, neve cândida e fria no chão,

levantei-me e com o único sentido

fui vê-la e ao de leve parecia cair no meu coração.

 

Rezei outra oração que a minha mãe me tinha ensinado!

Lá no fim do mundo, num cantinho recôndito,

vi um berço com um menino deitado,

no meu pensamento, era um menino bendito.

  

Depois cresci, ainda jovem fiz-me à vida!

Subi pelos mais íngremes socalcos escarpados,

sempre me foi pesada, chorada e pérfida,

vergada e carregada de fardos pesados.

 

Passados tantos anos, todos estes anos,

sinto paz e tranquilidade na minha vida modesta,

alegria, amor, desamor, tristeza, enganos e desenganos!

Porém, quero ser feliz durante o tempo que me resta.

 

Versejarei escrevendo até ao último dia da minha vida

meus versos sentidos de amor, sentimento e paixão

e no último dia um verso com o meu nome numa lápida

que levarei comigo gravado no meu pobre coração.

 

Parece um conto sem qualquer fundamento!

Mas, é o meu conto, humilde e sucinto,

da luzinha em chama no meu pensamento,

está próximo o Natal, o meu conto fica escrito.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 09:48
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O meu "Presente"!

artur.JPG

 

 

Tens contigo a alegria de viver

a fresca brisa da madrugada

o encantamento do entardecer

o meu presente de mulher coroada.

 

No peito tens a coroa do amor

a virtude dentro do teu ventre

o luzente fulgor sonhador

mas, tu és o meu melhor presente.

 

Minha jóia rainha inigualada

de real conceito inocente

rainha mulher coroada

tens no coração o meu presente.

 

Tão belo, simples e atraente

o teu coração de rainha

é o meu maior presente

de ti, por seres minha.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

Poema de minha autoria dedicado com muito carinho ao "Amor"!

publicado por Artur Cardoso às 09:40
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