Chorei por ti por amor
chorei por ti um dia
chorei por ti com pudor
fi-lo por ti Maria.
Hoje estou diferente
não me peças a razão
chorei por ti descontente
chorei por ti de coração.
Não me julgues Maria
deixa o vento amainar
respeita a minha ideia,
chorei por ti um dia
por te querer amar
prendi-me na tua Teia.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria)
Encontro na rua um pobre cão sozinho!
abandonado, triste e perturbado,
aproximo-me e faço-lhe um carinho,
em troca, dá-me um olhar meigo continuado.
Naquele nosso instante afetuoso
vejo nele tanta, tanta gratidão
um momento tão culminante e precioso
sinto-o no fundo do meu coração.
Pobre cão sem dono abandonado,
desprezado, é a todos indiferente!
Anda à deriva o desgraçado,
em estado lastimoso e comovente.
Vagueia pela rua sem sorte
sem um lar para ficar
precisa duma família com porte
que o saiba estimar e amar.
Como é triste vê-lo andar na rua
sem que ninguém lhe deite a mão
seus donos são o sol e a lua
e tem a desgraça como condão.
Cão maltratado e desventurado
toda a gente passa por ele com desdém
pobre cão por todos tão desprezado
sem dono e sem ninguém.
Que posso então eu fazer?
Pensativo, interrogo-me junto dele!
Não posso deixa-lo sofrer
e arranjo um novo amigo para ele.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria dedicado com muito carinho ao "Cão" e a todos os animais em geral).
Conto de Natal!
O meu melhor presente….
Foi precisamente por esta altura
há muito tempo, na véspera de Natal
os enfeites já engalanavam as ruas,
uma criança pobre com tanta ternura
em estado lastimoso quase irreal
esperava por algum presente, ingénua.
Na rua, um frio de tiritar fazia-se sentir
trazido pela invernia gélida e impiedosa
a criança aproxima-se subtilmente,
tão frágil, tão meiga, chama-me a sorrir!
Porém, debilitada, olha-me ansiosa e
espera por alguma coisa, como é evidente.
Soaram nove badaladas na minha alma!
Era o alerta do relógio da Torre dos Clérigos
atónito, tudo aquilo me parecia comovente,
uma criança miserável, mal vestida e calma
entre outras tantas e tantos mais mendigos
dá-me as boas noites! Foi o meu melhor presente.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria dedicado carinhosamente ao "Natal").
Para ti meu amor, é apenas um mimo
toma-o em tuas mãos delicadas e perfeitas
não, não digas que não!
Este presente é intimo
bem sei que com ele te deleitas
são flores meu amor, para o teu coração.
Flores! É este o meu presente
oferecer-te-ei mais e mais, muitos mais
como sabes, sabes o que significa uma flor
aceita por favor, aceita e sê benevolente
tão longe de mim vós andais
não me digas que não meu amor.
É um presente diferente
sem embalagem e sem laço
são tuas por minha dedicação,
não deixa de ser um lindo presente
são flores com um beijo e um abraço
aceita-as e não, não digas que não.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Não receies o frio gélido e rigoroso
em conformidade com o júbilo natalício
aquece o coração esperançoso
no aniversário divino propício.
Ainda me lembro de tanta magia divinal
da neve fria a cair do céu azul acinzentado
precisamente na véspera de Natal
de intenso e rigoroso frio gelado.
Tenho tantas saudades do meu pai e da minha mãe
imensas saudades da minha criação
da gélida neve que ao de leve caía do além
subtilmente fazia aquecer o meu coração.
De mãos geladas e o coração quente
assim era quando eu me criava
não sentia o frio e brincava contente
o frio de Natal minha alma aconchegava.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de "Natal"! De minha autoria).
E porque não narrar algo diferente!
Um conto em verso por mim salvaguardado,
ao longo dos anos lembro-me perfeitamente
e tenho-o na minha memória gravado.
Ainda era uma criança, muito menino!
À noite, em véspera de Natal,
na minha cama e a pensar no destino,
o que de mim seria afinal.
No meu irreal, deitado na minha cama!
Vi lá longe, muito longe, entre nuvens a brilhar,
uma luzinha pequenina em chama
parecia estar-me a desafiar.
Eu era um menino muito preguiçoso!
Só gostava de brincar e dormir,
sempre feliz e extremamente caprichoso
pensava no meu destino a sorrir.
Rezei veemente ao meu Menino Jesus
para ter o seu acompanhamento
com muito, muito amor levar a minha cruz
ao calvário, o meu sofrimento.
Essa luzinha em chama, no meio da escuridão!
Lentamente, parecia que se ia apagando,
palpitante, batia ainda mais forte o meu coração
e eu, eu ia sempre, sempre rezando.
No quentinho, entre os lençóis e cobertores!
Tinha medo, muito medo do escuro,
algo eu via, não sei o quê, luzinhas multicores,
sentia-me sozinho, embora seguro.
Estrelinhas a apagar, a acender, à minha beira!
Imaginei alguém muito vil e temerário,
ordena-me de forma altiva e grosseira
na verdade! Passava-se no meu imaginário.
Ténues, tocavam sinos ao meu ouvido!
Caía neve, neve cândida e fria no chão,
levantei-me e com o único sentido
fui vê-la e ao de leve parecia cair no meu coração.
Rezei outra oração que a minha mãe me tinha ensinado!
Lá no fim do mundo, num cantinho recôndito,
vi um berço com um menino deitado,
no meu pensamento, era um menino bendito.
Depois cresci, ainda jovem fiz-me à vida!
Subi pelos mais íngremes socalcos escarpados,
sempre me foi pesada, chorada e pérfida,
vergada e carregada de fardos pesados.
Passados tantos anos, todos estes anos,
sinto paz e tranquilidade na minha vida modesta,
alegria, amor, desamor, tristeza, enganos e desenganos!
Porém, quero ser feliz durante o tempo que me resta.
Versejarei escrevendo até ao último dia da minha vida
meus versos sentidos de amor, sentimento e paixão
e no último dia um verso com o meu nome numa lápida
que levarei comigo gravado no meu pobre coração.
Parece um conto sem qualquer fundamento!
Mas, é o meu conto, humilde e sucinto,
da luzinha em chama no meu pensamento,
está próximo o Natal, o meu conto fica escrito.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Tens contigo a alegria de viver
a fresca brisa da madrugada
o encantamento do entardecer
o meu presente de mulher coroada.
No peito tens a coroa do amor
a virtude dentro do teu ventre
o luzente fulgor sonhador
mas, tu és o meu melhor presente.
Minha jóia rainha inigualada
de real conceito inocente
rainha mulher coroada
tens no coração o meu presente.
Tão belo, simples e atraente
o teu coração de rainha
é o meu maior presente
de ti, por seres minha.
ArtCar (Artur Cardoso)
Poema de minha autoria dedicado com muito carinho ao "Amor"!
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