"25 de abril"
Grita alto porque ainda és livre
não te cales por teu bem querer
grita! Grita em bom timbre,
não te cales pela razão de viver.
Deixa correr os rios para o mar
ergue as tuas mãos para o céu
tem pressa de chegar
porque Portugal ainda é teu.
De pão que não haja falta
nem de paz e amor para ninguém
não te cales e grita em fraternidade,
não te cales e grita em alta
não te cales e porém
não te cales! Pelo pão e liberdade.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria alusivo ao 25 de abril).
Dois corações ansiosos
num dia frio de janeiro
junto ao altar esperançosos
uma menina e um cavalheiro.
A chuva caia de mansinho
abençoada pelo Criador
a pensar no nosso ninho
unidos pela força do amor.
Delineamos os nossos planos
sempre ligados pela vida
confiantes um no outro,
no decorrer de todos estes anos
e na minha linhagem definida
ainda por ela continuo louco.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Nasci numa terra bucólica e agreste
onde o sol queima e o frio gela
uma terra rural do nordeste
saí todavia muito cedo dela.
Parti para terras bem distantes
onde a vida não me foi aprazível
vi horrores e cenas chocantes
continuar lá seria quase impossível.
Andei por terras da África antiga
severamente castigadas pela guerra
a necessidade me obriga
a voltar novamente à minha terra.
Voltei a percorrer serras e mares
andei aos trambolhões no cu de judas
conquistei desagrados aos pares
até injustiças e agruras.
Submeti-me à subordinação
de quem era tanto como eu
comi amargo e duro pão
que a vida por ironia me deu.
Por magia à cidade do Porto vim parar
esta minha cidade que é adotiva
onde passei todos estes anos a trabalhar
e me acolheu de braços abertos e decisiva.
Não tenho riquezas nem pradarias
nem tampouco bens ao luar
tenho todas as noites e todos os dias
tenho a minha cidade e o mar.
Aqui estou e aqui ei-de morrer
por ter amigos leais e condignamente
nesta minha cidade que tanto me apraz viver
Porto minha cidade deste velho continente.
Casei cedo com a minha mulher amada
nasceu o meu filho um genuíno português
a minha vida tornou-se menos pesada
chega a felicidade às duas por três.
Sou humildemente muito singelo
amigo do meu verdadeiro amigo
amo tudo o que é simples e belo
esta sina já nasceu comigo.
A minha família é o meu orgulho
os meus amigos a minha experiência
sou contra a violência e o barulho
disso tenho plena consciência.
Respeito todos tal como são
da vida nada mais posso esperar
sinto amor no meu coração
amor por toda a natureza e pelo mar.
Estes são alguns retalhos da minha vida
embora que não é tudo um mar de rosas
e para que não restem dúvidas
adoro escrever versos e prosas.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria sobre alguns pormenores da minha vida).
Nunca me sinto só
embora passe muito tempo sozinho
por vezes até de mim sinto dó
por gostar tanto do meu cantinho.
Já passei algumas tormentas no mar
já bebi bastante água salgada
contra correntes a navegar
amparado pela minha madrinha fada.
Hoje aqui sinto-me feliz
com festa no meu coração
todos os poemas que já fiz
são direcionados ao vosso coração.
Não quero louros nem pergaminhos
nem que me ponham num pedestal
quero abraços e beijinhos
de amizade incondicional.
A amizade não tem limitações
porque ela é sempre sincera
não tem obstáculos nem subordinações
quando é natural e verdadeira.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
A minha poesia é a minha manifestação
é justamente elaborar à minha maneira
escrever o que dita o meu coração
é aconselhar-me com a minha travesseira.
A poesia é saber o que não está nos livros
é falar, é escrever do que se sabe
é ter os horizontes abertos e amplos
nas situações em que se escreve.
A minha poesia!
A minha poesia é versátil como a mulher
dou-lhe afabilidade, comparo-a à beleza das flores
adoço-a com o néctar do mais precioso mel,
eu não me julgo poeta por não o ser
escrevo versos a rimar aos meus amores
a minha poesia para alguns se calhar é fel.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Quem me dera a mim puder navegar no teu olhar
espairecer discretamente nas colinas do teu peito
dentro do teu coração abertamente embarcar
e ancorar suavemente no abrigo do teu leito.
Já caí e saí incólume da queda de alguns rochedos
arrastado por certos mares ferozes e bravios
são tão belos os teus lindos olhos que suspiram ledos
ei-de navegar neles por serem selvagens e gentios.
Por favor, compreende e não me chames de bajoujo
por este meu desejo incontrolável, ávido e ardente
de marés agitadas navegando rumo ao teu olhar,
no meu mar descarinhoso onde navego e sou marujo
a navegar com tanta avidez noite e dia pertinazmente
para os teus olhos selvagens e gentios que são mar.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Não conheço a nascente do rio
nem tampouco o caudal que leva
nele entro e dele saio
sem que ninguém se aperceba.
Brota límpido cheio de energia
a correr do seu manancial
corre toda a noite e todo o dia
é meu rio fenomenal.
Nele bebem aves do céu
bebem os audazes da sua pureza
este rio que é só meu
corre veloz cheio de destreza.
Fico deveras iluminado e inspirado
em suas águas férteis e cristalinas
neste meu rio encantado
jorram bastos poemas e neblinas.
Quero dar o belo prazer
de nele entrar como eu
sair deleitado de bem querer
deste rio que é só meu.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
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