Sábado, 25 de Abril de 2015

Não te cales!

Cravos.jpg

                                             "25 de abril"

  

 

Grita alto porque ainda és livre

não te cales por teu bem querer

grita! Grita em bom timbre,

não te cales pela razão de viver.

 

Deixa correr os rios para o mar

ergue as tuas mãos para o céu

tem pressa de chegar

porque Portugal ainda é teu.

 

De pão que não haja falta

nem de paz e amor para ninguém

não te cales e grita em fraternidade,

não te cales e grita em alta

não te cales e porém

não te cales! Pelo pão e liberdade.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria alusivo ao 25 de abril).

publicado por Artur Cardoso às 15:06
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2015

Um hino ao Amor!

 

 

 

Dois corações ansiosos

num dia frio de janeiro

junto ao altar esperançosos

uma menina e um cavalheiro.

 

A chuva caia de mansinho

abençoada pelo Criador

a pensar no nosso ninho

unidos pela força do amor.

 

Delineamos os nossos planos

sempre ligados pela vida

confiantes um no outro,

no decorrer de todos estes anos

e na minha linhagem definida

ainda por ela continuo louco.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:18
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Retalhos da minha vida!

 

 

Nasci numa terra bucólica e agreste

onde o sol queima e o frio gela

uma terra rural do nordeste

saí todavia muito cedo dela.

 

Parti para terras bem distantes

onde a vida não me foi aprazível

vi horrores e cenas chocantes

continuar lá seria quase impossível.

 

Andei por terras da África antiga

severamente castigadas pela guerra

a necessidade me obriga

a voltar novamente à minha terra.

 

Voltei a percorrer serras e mares

andei aos trambolhões no cu de judas

conquistei desagrados aos pares

até injustiças e agruras.

 

Submeti-me à subordinação

de quem era tanto como eu

comi amargo e duro pão

que a vida por ironia me deu.

 

 

Por magia à cidade do Porto vim parar

esta minha cidade que é adotiva

onde passei todos estes anos a trabalhar

e me acolheu de braços abertos e decisiva.

 

Não tenho riquezas nem pradarias

nem tampouco bens ao luar

tenho todas as noites e todos os dias

tenho a minha cidade e o mar.

 

Aqui estou e aqui ei-de morrer

por ter amigos leais e condignamente

nesta minha cidade que tanto me apraz viver

Porto minha cidade deste velho continente.

 

Casei cedo com a minha mulher amada

nasceu o meu filho um genuíno português

a minha vida tornou-se menos pesada

chega a felicidade às duas por três.

 

Sou humildemente muito singelo

amigo do meu verdadeiro amigo

amo tudo o que é simples e belo

esta sina já nasceu comigo.

 

A minha família é o meu orgulho

os meus amigos a minha experiência

sou contra a violência e o barulho

disso tenho plena consciência.

 

Respeito todos tal como são

da vida nada mais posso esperar

sinto amor no meu coração

amor por toda a natureza e pelo mar.

 

Estes são alguns retalhos da minha vida

embora que não é tudo um mar de rosas

e para que não restem dúvidas

adoro escrever versos e prosas.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria sobre alguns pormenores da minha vida).

publicado por Artur Cardoso às 20:11
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Nunca me sinto só!

 

 

Nunca me sinto só

embora passe muito tempo sozinho

por vezes até de mim sinto dó

por gostar tanto do meu cantinho.

 

Já passei algumas tormentas no mar

já bebi bastante água salgada

contra correntes a navegar

amparado pela minha madrinha fada.

 

Hoje aqui sinto-me feliz

com festa no meu coração

todos os poemas que já fiz

são direcionados ao vosso coração.

 

Não quero louros nem pergaminhos

nem que me ponham num pedestal

quero abraços e beijinhos

de amizade incondicional.

 

A amizade não tem limitações

porque ela é sempre sincera

não tem obstáculos nem subordinações

quando é natural e verdadeira.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:08
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A minha poesia!

 

 

 

A minha poesia é a minha manifestação

é justamente elaborar à minha maneira

escrever o que dita o meu coração

é aconselhar-me com a minha travesseira.

 

A poesia é saber o que não está nos livros

é falar, é escrever do que se sabe

é ter os horizontes abertos e amplos

nas situações em que se escreve.

 

A minha poesia!

A minha poesia é versátil como a mulher

dou-lhe afabilidade, comparo-a à beleza das flores

adoço-a com o néctar do mais precioso mel,

eu não me julgo poeta por não o ser

escrevo versos a rimar aos meus amores

a minha poesia para alguns se calhar é fel.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:05
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Teus olhos selvagens e gentios!

 

 

Quem me dera a mim puder navegar no teu olhar

espairecer discretamente nas colinas do teu peito

dentro do teu coração abertamente embarcar

e ancorar suavemente no abrigo do teu leito.

 

Já caí e saí incólume da queda de alguns rochedos

arrastado por certos mares ferozes e bravios

são tão belos os teus lindos olhos que suspiram ledos

ei-de navegar neles por serem selvagens e gentios.

 

Por favor, compreende e não me chames de bajoujo

por este meu desejo incontrolável, ávido e ardente

de marés agitadas navegando rumo ao teu olhar,

no meu mar descarinhoso onde navego e sou marujo

a navegar com tanta avidez noite e dia pertinazmente

para os teus olhos selvagens e gentios que são mar.

 

       ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:02
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Meu Rio!

 

 

Não conheço a nascente do rio

nem tampouco o caudal que leva

nele entro e dele saio

sem que ninguém se aperceba.

 

Brota límpido cheio de energia

a correr do seu manancial

corre toda a noite e todo o dia

é meu rio fenomenal.

 

Nele bebem aves do céu

bebem os audazes da sua pureza

este rio que é só meu

corre veloz cheio de destreza.

 

Fico deveras iluminado e inspirado

em suas águas férteis e cristalinas

neste meu rio encantado

jorram bastos poemas e neblinas.

 

Quero dar o belo prazer

de nele entrar como eu

sair deleitado de bem querer

deste rio que é só meu.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 19:59
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