Terça-feira, 28 de Julho de 2015

Ceifeira!

 

 

 

Nos verões de outro tempo

os cereais eram ceifados arduamente

a ceifeira cantava por passatempo

na força do calor dificultosamente.

 

Passaram tantos anos e todavia

nesse tempo era eu uma criança

de manhã até ao fim do dia

ainda é da minha lembrança.

 

Regressava a casa cansada

de corpo moído pela azáfama

ainda assim contente e entusiasmada

fazia as lides de casa antes de ir para a cama.

 

Quanto trabalho para granjear o pão

com custoso esforço e suor

a linda ceifeira de então

ceifava com alegria e amor.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:49
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Mundialização das aldeias!

 

 

 

Valorosos portugueses espalhados pelo mundo

desalentados deixaram a sua modesta aldeia

onde o trabalho era árduo e infecundo

porém um dia saudosos regressaram de mão cheia.

 

Politizaram as suas terras agrestes

embora ricas em hábitos e tradições

outrora deram carácter com novas vestes

onde só proliferavam os aldeões.

 

Os tempos mudaram desde então

outras novas formas de viver

gente humilde e de coração

ao mundo mostraram o seu ser.

 

Como é bela a paisagem agreste do campo

tão bucólica mas de fausta natureza

onde trinam grilos e alumia o pirilampo

as suas gentes brilham com destreza.

  

Segue-se porém o bem dizer

da urde de riquíssimas teias

gentes de bem e bem fazer

pela mundialização das aldeias.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:46
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Flores de sabugueiro!

 

 

 

O sol insiste a irromper por entre os sabugueiros

no céu pairam nuvens fofas como fofa almofada

dois aviões rápidos e passageiros

rasgam barulhentos os ares em rajada.

 

São tão singelas as flores dos sabugueiros

tão brancas como nuvens brancas a pairar

exalam o seu aroma aos caminheiros

que por lá passam para o perfume inalar.

 

As suas bagas negras servem de alimento

às pombas que poisam sobre elas com abundância

caiem espalhadas no chão com o vento

quanto me agrada tal balsâmica fragrância.

 

São singelas e belas tais flores de aroma agradável

as flores brancas de sabugueiro

quem por lá passa fica com um cheiro inolvidável

por ser natural e de perfume verdadeiro.

 

       ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:43
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Flores do jardim!

 

 

Flores de todas as cores

perfumadas de ternura

flores com um sorriso a amores

com beijos de candura.

 

Em cada flor existe amor

um poema por excelência

uma lufada de ar fresco ao alvor

em todas as flores, inocência.

 

Multicoloridas como bolas de sabão

algumas de cor carmim

preenchem o coração

todas as flores do jardim.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:40
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Na praia do sol posto!

 

 

 

Na última temporada de verão

num dia cálido de agosto

o amor chama à razão

na praia do sol posto.

 

O sol, de mansinho, aquecia enganador

o seu corpo esbelto de pele acetinada

deslumbrante com bronzeador

ligeiramente sobre a areia deitada.

 

Porém, ele, a seu lado teve um pressentimento

de que ela lhe daria o seu coração

e naquele preciso momento

dá-lhe um beijo com paixão.

 

Ela ainda se lembra, ó se se lembra!

Tinha o seu mais que tudo a seu lado

só um senão duma pequena contenda

por via do ciúme dum ex-namorado.

 

Como se atreveu enciumado a difamar

chamou-lhe de tudo, até meretriz

na praia do sol posto junto ao mar

estalou, como estala um pedaço de verniz.

 

Foi na última temporada de verão

que a paixão do verdadeiro amor aconteceu

e ali logo lhe deu o seu coração

o ex-namorado num instante desapareceu.

 

Ainda há quem acredita no destino

tal como na força divina da natureza

que toca sonoro como um melodioso sino

a quem ama com paixão e destreza.

 

Foi na praia do sol posto

num certo dia que tudo aconteceu

debaixo do sol tórrido de agosto

ela, o seu coração lhe deu.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:37
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Olha a água da fonte!

 

 

O amor é como a água de nascente

corre, corre, sempre persistente a irromper

se um dia perde a corrente

seca a fonte e a água deixa de correr.

 

Deixa fluir a água fresca da fonte

que a todos mata a sede por amor

é água que corre persistente do monte

no entanto sabe bem o que é dor.

 

Na vida não existe amor maior

do que aquele que ama a sofrer

olha a água da fonte a correr por amor

que mata a sede a quem dela quer beber.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:33
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Douro Internacional!

 

 

 

Ao douro internacional

que também se chama arribas do douro

entre Espanha e Portugal

corre um rio que é um tesouro.

 

Nas suas margens de rochedos descomunais

nidificam abutres, águias, e o pombo-torcaz

habitam por ali raposas e lobos e outros animais

que lhe dão nome, o que muito me apraz.

 

Que invulgar beleza!

Que sublimidade de paisagem!

É um paraíso onde a natureza

desperta à vida selvagem.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:30
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