Esta história é para os meninos mais pequeninos
que fala dum cordeiro, um pastor e o seu cão
uma história que faz refletir sobre alguns ensinos
que pode ou não entrar no teu coração.
Nasce no verde prado um cordeiro
e ouve-se o primeiro balido na manhã nublada
o cão de guarda que é um rafeiro
aproxima-se sem a sua mãe dar por nada.
E a mãe aconchega-o com a sua doce ternura
logo o cão vigilante e vanguardista
corre para o pastor que num rápido procura
e que se chama senhor batista.
Lá vem o pastor a descer vales e encostas
em auxílio da sua nova aquisição
pega no cordeiro e põe-no às costas
leva-o com a sua mãe e o cão com gratidão.
O pastor está contente com o filho da ovelha
e com todo o seu rebanho em geral
o pastor mais o seu cão fazem uma bela parelha
e lá vão todos felizes para o curral.
Afortunados são os meninos amparados
como o cordeiro que nasceu com tanto amor sem fim
felizes dos meninos que são amados
e a história acaba assim.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria. História versejada para os mais pequeninos).
O entardecer vai solarengo e sereno
e uma ligeira aragem afaga o arvoredo
um cântico que parece um fenómeno
das folhas dos salgueiros em arremedo.
É tão lindo ouvir a folhagem agitada
que entra harmoniosamente no coração
os salgueiros à beira da estrada
murmuram como melancólica canção.
E os pássaros entre as folhas vão poisar
em voos solenes e passageiros
venturoso cântico que paira no ar
a convidar a passarada aos salgueiros.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Poisa devagarinho o teu queixo no meu ombro
deixa o teu rosto tocar no meu
adocica-me com o teu peculiar assombro
encoraja-me como dantes no liceu.
Deixa-me beber silenciosamente
da tua seiva viçosa de amor
deixa-me sofregamente saciar de frente
aquecer-me no teu calor.
Aperta-me entre os teus braços persistentes
beija-me com demora e sofreguidão
beija-me tanto, tanto como dantes
faz bater forte o meu coração.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Se ela quisesse uma rosa amarela,
ou não, uma encarnada!
Se ela quisesse seria dela,
se ela quisesse, era a sua amada.
Fica completamente alucinado quando a vê
de bruços no parapeito da sua janela
ama-a assim tanto tal como crê
mas se ela quisesse, só teria olhos para ela.
O amor é tão doce como o açúcar
derrete-se quando se saboreia na boca
se ela quisesse seria o seu mar
para navegar na sua doca.
Como se ama assim tanto alguém
em tempos conturbados como os de agora
amar assim, é porém,
à noite e ao nascer da aurora.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Confidente e amigo!
De amizades é sapiente
é como o genuíno trigo
que mata a fome a toda a gente.
O pão da amizade de outrora
ceifado com custoso suor
efémeras amizades de agora
já não têm o mesmo valor.
Velho amigo, tão antigo!
Fidedigno como o relógio que dá as horas
chamo-lhe eu de confidente e amigo
por não ser de meias metáforas.
Já se não vêm amizades como a sua
sabe defender um amigo do perigo
velha amizade mútua
velho confidente e amigo.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
Passa à sua frente indiferente
a companheira do pavão
ele pavoneia-se constantemente
agitado de tanta bajulação.
Quer que lhe dê importância
mas ela não está interessada
e ele com tanta elegância
respeita o desejo da sua amada.
Interessado e vigoroso
com a sua cauda imponente
sedutor e sumptuoso
afaga-a docemente.
É tão indulgente a inocência
do pavão sem maldade
sem arrufos nem violência
respeita-a com dignidade.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
As pedrinhas da praia também têm segredos
como tantos segredos tem o mar
escondem-se na areia por entre os rochedos
onde as ondas as vão delicadamente beijar.
Ela de calças arregaçadas de fina cambraia
diverte-se a apanhar pedrinhas à beira mar
e as ondas suavemente banham a praia
que também os seus pés vão beijar.
As horas vão lembrando atarefadas
o tempo que passa a correr
e o tempo urge quase a findar,
ela continua a apanhar as pedrinhas lavadas
que por entre a areia se vão esconder
trazidas pelas ondas do mar.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
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