Terça-feira, 14 de Julho de 2015

O cordeiro, o pastor e o seu cão!

 

 

 

Esta história é para os meninos mais pequeninos

que fala dum cordeiro, um pastor e o seu cão

uma história que faz refletir sobre alguns ensinos

que pode ou não entrar no teu coração.

 

Nasce no verde prado um cordeiro

e ouve-se o primeiro balido na manhã nublada

o cão de guarda que é um rafeiro

aproxima-se sem a sua mãe dar por nada.

 

E a mãe aconchega-o com a sua doce ternura

logo o cão vigilante e vanguardista

corre para o pastor que num rápido procura

e que se chama senhor batista.

 

Lá vem o pastor a descer vales e encostas

em auxílio da sua nova aquisição

pega no cordeiro e põe-no às costas

leva-o com a sua mãe e o cão com gratidão.

 

O pastor está contente com o filho da ovelha

e com todo o seu rebanho em geral

o pastor mais o seu cão fazem uma bela parelha

e lá vão todos felizes para o curral.

 

Afortunados são os meninos amparados

como o cordeiro que nasceu com tanto amor sem fim

felizes dos meninos que são amados

e a história acaba assim.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria. História versejada para os mais pequeninos).

publicado por Artur Cardoso às 17:13
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O Cântico dos salgueiros!

Salgueiros.JPG

 

 

 

O entardecer vai solarengo e sereno

e uma ligeira aragem afaga o arvoredo

um cântico que parece um fenómeno

das folhas dos salgueiros em arremedo.

 

É tão lindo ouvir a folhagem agitada

que entra harmoniosamente no coração

os salgueiros à beira da estrada

murmuram como melancólica canção.

 

E os pássaros entre as folhas vão poisar

em voos solenes e passageiros

venturoso cântico que paira no ar

a convidar a passarada aos salgueiros.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:08
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Faz bater forte o meu coração!

 

 

 

Poisa devagarinho o teu queixo no meu ombro

deixa o teu rosto tocar no meu

adocica-me com o teu peculiar assombro

encoraja-me como dantes no liceu.

 

Deixa-me beber silenciosamente

da tua seiva viçosa de amor

deixa-me sofregamente saciar de frente

aquecer-me no teu calor.

 

Aperta-me entre os teus braços persistentes

beija-me com demora e sofreguidão

beija-me tanto, tanto como dantes

faz bater forte o meu coração.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:04
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Se ela quisesse!

 

 

Se ela quisesse uma rosa amarela,

ou não, uma encarnada!

Se ela quisesse seria dela,

se ela quisesse, era a sua amada.

 

Fica completamente alucinado quando a vê

de bruços no parapeito da sua janela

ama-a assim tanto tal como crê

mas se ela quisesse, só teria olhos para ela.

 

O amor é tão doce como o açúcar

derrete-se quando se saboreia na boca

se ela quisesse seria o seu mar

para navegar na sua doca.

 

Como se ama assim tanto alguém

em tempos conturbados como os de agora

amar assim, é porém,

à noite e ao nascer da aurora.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:01
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Confidente e amigo!

 

 

 

Confidente e amigo!

De amizades é sapiente

é como o genuíno trigo

que mata a fome a toda a gente.

 

O pão da amizade de outrora

ceifado com custoso suor

efémeras amizades de agora

já não têm o mesmo valor.

 

Velho amigo, tão antigo!

Fidedigno como o relógio que dá as horas

chamo-lhe eu de confidente e amigo

por não ser de meias metáforas.

 

Já se não vêm amizades como a sua

sabe defender um amigo do perigo

velha amizade mútua

velho confidente e amigo.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 16:56
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O pavão e sua namorada!

 

Pavão 3.JPG

 

 

Passa à sua frente indiferente

a companheira do pavão

ele pavoneia-se constantemente

agitado de tanta bajulação.

 

Quer que lhe dê importância

mas ela não está interessada

e ele com tanta elegância

respeita o desejo da sua amada.

 

Interessado e vigoroso

com a sua cauda imponente

sedutor e sumptuoso

afaga-a docemente.

 

É tão indulgente a inocência

do pavão sem maldade

sem arrufos nem violência

respeita-a com dignidade.

 

   ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 16:48
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As pedrinhas do mar!

 

 

 

As pedrinhas da praia também têm segredos

como tantos segredos tem o mar

escondem-se na areia por entre os rochedos

onde as ondas as vão delicadamente beijar.

 

Ela de calças arregaçadas de fina cambraia

diverte-se a apanhar pedrinhas à beira mar

e as ondas suavemente banham a praia

que também os seus pés vão beijar.

 

As horas vão lembrando atarefadas

o tempo que passa a correr

e o tempo urge quase a findar,

ela continua a apanhar as pedrinhas lavadas

que por entre a areia se vão esconder

trazidas pelas ondas do mar.

 

       ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 16:46
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