Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016

A chuva a cair!

 

A brincar excogitamos o nosso quintal
e tu fazes-me pequenas observações
coisas de importância banal
como não colher alguns limões.

 

As laranjas amadureceram precoces
e as tangerinas da páscoa tomaram cor
embora ainda agridoces
eu gosto delas com tal sabor.

 

O dia está frio e cinzento
e as nuvens cada vez mais a escurecer
nota-se pela direção do vento
que está quase, quase a chover.

 

Eu disse logo que chovia
observamos a chuva a cair de repente
enquanto tu sorrias eu escrevia
escrevia sobre a chuva persistente.

 

Como é romântico estarmos sozinhos
a divagar sobre a chuva a cair
como pássaros dentro dos ninhos
abrigados a dormir.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 22:06
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Estranha sensação!

Que invulgar a minha situação
que hoje me ocorreu a preceito
que estranha tal sensação
a bater dentro do meu peito.

 

Velhas ruas empedradas
que calcorreei quando menino
de casas branquinhas caiadas
sem saber o meu destino.

 

Lembro-me tanto, tanto
dos meus amigos de eleição
da minha terra de encanto
Freixo, terra do meu coração.

 

As pálpebras já se estão a fechar
no sossego da noite sombria
e os meus punhos cansados a afrouxar
de tanto para ti escrever poesia.

 

Minha terra encantadora e saudosa
Freixo, terra que foi meu berço
dos dignificados feitos vaidosa
minha terra natal que não esqueço.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 22:03
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Vento litoral!

 


O sol não apareceu no horizonte
pouco a pouco a tarde está a cair
encrespa-se o mar mesmo de fronte
e as gaivotas precipitam-se a fugir.

 

Sopra o vento litoral enfurecido
brame contra as águas do mar
mete um tal cavernoso ruído
parecem pessoas a vozear.

 

Às vezes até confundo o vento a bramir
com as gaivotas em desespero a piar
surge uma pomba que passa a fugir
com medo de cair às ondas do mar.

 

Persiste contra os rochedos
cheio de impetuosidade descomedido
cada vez mete mais medo
a quem por ali passa descontraído.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 22:01
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016

No teu mar!

 


Deixa-me desfrutar do teu olhar diáfano
com a esperança de navegar no teu mar
tal como o desabrochar do novo ano
o meu olhar no teu mar poder navegar.

 

Erguer-se-á o farol dos meus encantos
quando a primavera de novo romper
se no mar cristalino dos teus prantos
a minha esperança no teu mar nascer.

 

Os teus olhos embriagam-me de amor
como o farol luminoso do teu olhar
embebedam-me ainda mais e com mais calor
com uma vontade infinda de te olhar.

 

Repara nesta minha ânsia de te amar
o desejo intrínseco de todo este meu ser
olha as ondas calmas do teu mar
que me fazem de amor nascer.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 13:50
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Rosa/Mulher

 


Em cada pétala de rosa escrevo para ti um poema
chama-me de louco se te der esse prazer
ainda que no mais complexo dilema
a mais sedutora e sensual mulher virá um dia nascer.

 

Que me importa a mim o que dizem
o que o mundo por aí fala
deixem-me ao menos assim viver,
o amor que por aí tanto impingem
à rosa/mulher que também exala
um finíssimo aroma depois de nascer.

 

Nascem tantos poemas de tantos poetas
propagam-se a esvair-se pelo ar
como as rosas cativam as borboletas
para elas sorverem o seu precioso néctar.

Não faças caçoada de mim só porque sonho
deixa-me sonhar no teu mundo e crescer
do meu sonho perfeito e risonho
na tua cama algo de nós irá nascer.


Correm os rios com tanta vitalidade
e às vezes correm tão de mansinho
mas todos eles ao mar vão ter
deixa-me correr com tranquilidade
muito devagar, devagarinho
explorar serenamente o teu fofo ninho
até ao amanhã dum novo dia nascer
numa noite afetuosa na nossa intimidade.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 13:48
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016

Coisas de amor!

 


Pintei o amor numa tela gigante
com pinceladas simples e pragmáticas
do início até ao incessante
de aguarelas quentes e enigmáticas.

 

Misturei todas as cores com imaginação
com tanto carinho pintadas
as lembranças fazem bem ao coração
das coisas de amor passadas.

 

Ainda ecoam no meu ouvido
os teus idolatrados sussurros ofegantes
e coisas lindas que jamais olvido
com tanta ternura de amor hilariante.

 

Guardo de ti tantas lembranças
a caminhar por uma só diretriz
como no altar a troca das alianças
na igreja onde jurei fazer-te feliz.

 

Pintei o altar onde te foi dito
o sonante sim com tanta coragem
onde jurei até ao infinito
dever-te sempre vassalagem.


São coisas de amor que se não extinguem
da megalómana tela gravadas
como carícias coloridas que se distinguem
no nosso amor sempre lembradas.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 19:27
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A cor verde dos teus olhos!

 

 

Vai-se afastando a noite no silêncio da solidão
sem a claridade das estrelas nem a da lua
os meus pensamentos beliscam o meu coração
deitado no meu leito de alma nua.

 

Penso no verde dos teus olhos da cor dos campos
tão cristalino como a água transparente das fontes
a brilhar como a luz cintilante dos pirilampos
no verde ondular dos verdejantes montes.

 

Se eu fosse um pirilampo cintilante
igual ao límpido cintilar do teu olhar
teria o meu olhar uma intensa luz constante
para só a ti te poder iluminar.

 

Como é deleitável a cor verde dos teus olhos
a iluminar os meus da cor do céu
se eu pudesse trancaria os teus a sete ferrolhos
dentro dos meus que Deus me deu.

 

A noite continua escura e eu continuo a sonhar
neste meu inexplicável sonho emaranhado
porque a cor verde dos teus olhos me faz cismar
quando na minha cama sonho contigo deitado.

 

Não troces deste pobre e humilde sonhador
que contigo sonha dentro deste contexto
sonho contigo só porque te tenho amor
e a cor verde dos teus olhos é apenas um pretexto.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 19:19
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