Sábado, 12 de Março de 2016

Tão mulher e ainda menina!

 


É tão mulher e ainda menina
traz dentro de si a força do amor
sabe brilhar ainda que mesmo na neblina
como todos os dias o sol nasce ao alvor.

 

Ainda tem a inquietude da juventude
e na sua natureza o saber vencer
a sua maior virtude
é saber comportar-se como mulher.

 

Mulher menina fagueira
que a todos encanta ao passar
mulher de corpo e alma inteira
só com um ela quer namorar.

 

E ainda tem sorriso de princesa
de cândido coração a arder
a todos suscita surpresa
por saber ser mulher.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:40
link do post | comentar | favorito

Soneto para um pai!

 

 

Garboso homem da Maria do Mar
pai de três filhos ainda menores
é no mar que ganha a vida a trabalhar
e é respeitado no seu meio e arredores.

 

É no mar que grangeia o seu pão
para com a família repartir
e a família que o tem no coração
fica no cais a vê-lo partir.

 

Carrega o mar sobre os ombros
de responsabilidade e devoção
à mulher e filhos que são a sua vida,
como que a emergir dos escombros
a pesca é a sua profissão
e tem como sina a pobreza definida.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:37
link do post | comentar | favorito

Decepção!

 


Naquele dia
os nossos corações transbordavam alegria
e embebedámo-nos com o elixir do amor!
Naquele dia
por devaneio ou feitiçaria
tudo parou estaticamente ao nosso redor.

Naquele dia,
foi um dia de avidez irresistível (…)
Naquele dia de louco amor insaciável
jogamos fora todo o nosso amor e
cheios de ilusões e fantasia
acabamos com o néctar do doce licor.

O sol para mim deixou de brilhar,
naquele dia
apagou-se a chama do meu coração
e foi naquele dia que me enfeitiças-te de amor e de amar (…)
Naquele dia
tu foste a minha maior decepção.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

 

publicado por Artur Cardoso às 20:08
link do post | comentar | favorito

O que seria de mim sem ti!

 


Não tenho ilusões nem já mesmo destreza
nem tampouco a vitalidade de antigamente
já perdi toda a minha beleza
de quando era jovem e atraente.

 

O que seria de mim sem ti meu amor
talvez fosse como a noite sem as estrelas
padeceria de tédio e de dor
mesmo que entre as flores mais belas.

 

Fui perdendo os meus dotes ao longo da vida
também a rapidez no caminhar
a memória já está um pouco esquecida
e o cabelo cada vez mais a branquear.

 

O que seria de mim sem ti
perder-me-ia como um cão sem dono
por tudo ou quase tudo o que já vivi
sem ti, hoje estaria ao abandono.


ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:05
link do post | comentar | favorito

Soneto para uma criança!

 


Se tu soubesses o quanto eu gosto de ti
ainda mais do que da minha própria vida
todo este amor que à em mim
é desmedido, sem peso, conta e medida.

 

É muito maior do que a imensidão do universo
onde existem tantos e tantos amores no mundo
é por ti que eu vivo e me engrandeço
por amor desmesurado e profundo.

 

Tão pequenina, tão inocente candura
saudavelmente a crescer
doce ternura de criança,
mais doce do que a própria doçura
botão de rosa a florescer
pura essência que me encanta.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:03
link do post | comentar | favorito

Um dia contar-lhe-ei!

 


Um dia contar-lhe-ei
mas hoje não!
Dir-lhe-ei com toda a destreza
que me apaixonei
e palpitou de amor o meu coração!
Um dia,
quiçá um dia,
contar-lhe-ei com certeza.

 

Era a mais bonita da minha idade
quando por ela fiquei enfeitiçado
embora já tivesse passado a mocidade
sou ainda mais feliz a seu lado.

 

Um dia, contar-lhe-ei,
contar-lhe-ei, mas, hoje não,
contar-lhe-ei que a ela todo me dei,
contar-lhe-ei coisas do meu coração.

 

Cresci na vida como quem se faz
passei por tudo o que me fez viver
e hoje é ela que tanto me apraz
para com ela continuar a crescer.


Não a trocaria por outra na vida
nem que fosse bem-sucedido
e por certo que à partida
não seria todavia mais engrandecido.

 

Contar-lhe-ei mas hoje não,
contar-lhe-ei sem dúvida
os segredos do meu coração (…)
Um dia conhecia com precisão
e confiei a minha vida
na palma da sua mão.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 19:51
link do post | comentar | favorito

Regressão!

 

Quanta beleza existe num sorriso doce e terno
com tanta meiguice nas carícias
a toda a hora seja de verão ou de inverno
renovam-se vitalidades e perícias.

 

Depois de tantas tempestades e bonanças passadas
como é belo ser avô e ser avó
ainda que com artroses e por vezes pontadas
até mesmo a doer o joelho, o dente e a mó.

 

É tão bom acarinhar docemente os netos
como os nossos avós também a nós nos fizeram
mima-los com beijos e múltiplos afetos
faze-los entender quanto amor eles nos deram.

 

A idade de ser avós volta ao tempo da ilusão
como por magia, docilidade e paciência
com tanto amor e afetos dentro do coração
e na alma uma constante benevolência.

 

Regredir até à idade de ser pai e ser mãe
é redobrar os laços de amor e de paternidade
é uma das melhores fazes que se tem
com sapiência e afetividade.

ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 19:48
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Nesta Noite de Luar!

. Um corre-corre!

. Como os poetas que cantam...

. Misterioso Tocante!

. Recordando... Inocentes s...

. Do meu jardim!

. Gosto do teu sorriso!

. Algo me dizia!

. Cada vez que olho a lua!

. A Poesia e a Alma do Poet...

.arquivos

. Agosto 2019

. Março 2019

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Agosto 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

blogs SAPO

.subscrever feeds

Em destaque no SAPO Blogs
pub