Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

Por tuta e meia!

 

 

Noutros tempos, tempos já idos

no tempo do arroz avulso

ouviam-se pelas ruas alaridos

de carros de bois guiados por homens de pulso.

 

Passavam por mim carregados a chiar

puxados por bois pachorrentos e fagueiros

e os carreteiros a aguilhoar

para os fazer andar mais ligeiros.

 

Ainda me lembro tão bem

das eiras onde malhavam o pão

era gente honrada e de bem

que trabalhava com destreza e determinação.

 

Muito boa gente não faz a mínima ideia

o que era trabalho inseguro

na eira para se ganhar tuta e meia

era preciso malhar no duro.

 

Quanto suor derramaram

por vezes em estado comovente

e sempre alegres, sempre lutaram

para tocar a vida para a frente.

 

 Gente de luta e de fé

que se deitava à luz da candeia

uma côdea de pão e uma caneca de café

era o suficiente para a última ceia.

 

Carros de bois, de bois leais

que trabalhavam de sol a sol arduamente

assim como os nossos ancestrais

sempre rijos a trabalhar do nascer ao sol poente.

 

      ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 00:11
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016

Magia!

 

 

Delicado, cortês, de fino tratamento,

educado e extraordinariamente leal,

é para muitos um verdadeiro exemplo

de homem sonhador e sentimental.

 

Trata com precisão e oferece com delicadeza

uma gerbera ou uma rosa de cor carmim,

está na sua verdadeira natureza

oferecer cordialmente as flores do seu jardim.

 

 O homens atual doravante

não motiva prazeres ao romantismo

nem aguilhoa simples gestos de harmonia (…),

dos seus ancestrais está muito distante,

das boas maneiras, de agrado, de humanitarismo,

humildemente com uma flor faz magia.

 

    ArtCar (Artur Cardoso)

 (Poema de minha autoria).

                                                                                                                 

publicado por Artur Cardoso às 10:36
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Domingo, 23 de Outubro de 2016

Expectativa!

 

 

Jubila um sorriso sincero

o sorriso que mais fascina

o sorriso que sem exagero

é o da rosa mais genuína.

 

Nos seus olhos, lê-se confiança,

no sorriso, sinceridade e gostar,

num momento de esperança

está uma rosa formosa sem par.

 

Uma declaração açucarada

para uma rosa escarlate

é como uma caixa fechada

com bombons de chocolate.

 

Interpreta-se a palavra amar

a mais bonita das rosas

só ela sabe receber e dar

entre as mais belas e formosas.

 

     ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 20:41
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Domingo, 16 de Outubro de 2016

Exuberância!

 

 

 

Correm águas transparentes nas ribeiras,

nos pequenos riachos e nos ribeiros,

crescem nas suas margens figueiras,

junquilhos e salgueiros.

 

Correm cristalinas as águas das fontes

onde o sol de outono amadurece os marmelos

apanham-se as castanhas nos montes

dos castanheiros frondosos e belos.

 

Caçam pela noite os lobos noturnos

e piam os mochos solitários

espreitam dos fraguedos os coelhos furibundos

que não gostam dos lobos famintos e temerários.

 

A paisagem é tranquila e amena

naquelas serranias fascinantes e sensacionais

a água que corre despreocupada e serena

mata a sede a todas as aves e animais.

 

Por esta altura do ano e depois das colheitas

gradua em repouso o envasilhado vinho

além de outras apanhas já feitas

prova-se o novo vinho no S. Martinho.

 

Socalcos de extensas vinhas excecionais

expostas e abrigadas ao soalheiro

de cores variadas e desbotadas outonais

fazem sorrir o seu dono vinhateiro.

 

São fonte rica de rendimento

o vinho, a amêndoa e a azeitona

e outros mais produtos são suplemento

que abundam por aquela zona.

 

Lindíssimo panorama paisagístico

onde tudo isto existe em abundância

é procurado tal lugar turístico

de farta e refinada exuberância.

 

      ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

 

publicado por Artur Cardoso às 22:14
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2016

Velho sótão!

 

 

 

Lembro-me daquele cheiro verdadeiro

da velha casa da minha avó

um enorme casario hospitaleiro

de sótão a cheirar a antigo e a pó.

 

Ninguém ia para lá exceto eu

era para mim dos mais bonitos recantos

de coisas antigas parecia um museu

com velhos móveis, retratos e santos.

 

Lembro-me tão bem do velho sótão

daquele velho e espaçoso casario

nas junções do soalho havia cotão

de verão era quente e de inverno frio.

 

Velho sótão que recordo com prazer

o bater das janelas com a minha alegria

lembro-me da minha avó a repreender

zangada pelo barulho que eu fazia.

 

Antigos retratos ordenados ao pé dos santos

sobre panos de renda de branco linho

os retratos e os santos eram tantos

nos móveis arrumados com mestria e carinho.

 

Velho sótão a cheirar a lenha queimada

da extensa casa da minha avó tão singela

dava-me pão com marmelada

e arroz-doce enfeitado com canela.

 

Se por magia o tempo volta-se atrás

até quando então eu era menino

tempo que relembro e hoje muito me apraz

recordar o velho sótão daquele velho casario.

 

São lembranças do meu tempo ido

na minha vida jamais as vou esquecer

aquele velho sótão de soalho polido

de velhas tábuas a balancear e a ranger.

 

      ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 14:52
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

Se eu pudesse!

 

 

Um pedaço de pão suado

uma garrafa de vinho na mesa

um caldo a fumegar condimentado

é divinal refeição da pobreza.

 

Calmamente em paz degustada

com amor, paz e tranquilidade

para quem não tem nada

é completo repasto pela dificuldade.

 

Os pobres contentam-se com pouco

por humildade e gratidão

nada têm e nem tampouco

sentem rancor no coração.

 

Se eu pudesse!

Dar-lhes-ia bem estar expresso

compensava-os sem interesse

com um justo salário e progresso.

 

      ArtCar (Artur Cardoso)

Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:43
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O diário!

 

 

 

Andei a arrumar nesta tarde

um velho e carcomido armário

remexi todas as gavetas e por casualidade

encontrei um antigo diário.

 

Senti o desejo imenso

de o abrir naquele mesmo instante

cheira a bafio e a incenso

porém, parecia insignificante.

 

Se voltasse à idade das ilusões

das memórias escritas no diário

ao tempo de arrebatar corações

do meu precioso rosário.

 

Antes, durante e até após

há coisas que dão que pensar

mormente quando estamos sós

e nos fazem de amor recordar.

 

       ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

 

publicado por Artur Cardoso às 17:40
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