Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

A chegar ao cais!

 

 

 

Uma lamúria de madrugada

um sussurro de enternecer

um suspiro abafado sobre a almofada

é um novo dia a nascer.

 

Não venhas tarde meu amor

diz ao meu ouvido a suplicar

sinto falta do teu calor

os meus olhos fazem-se mar.

 

Metade de mim é esse mar

a outra metade é ela e a poesia

nos meus versos a rimar

canto o amor todavia.

 

Traz contigo o teu sorriso

sem lamentos e sem ais

é tudo o que eu preciso

quando tardo a chegar ao cais.

 

      ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

 

publicado por Artur Cardoso às 17:38
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O meu jardim de sonho e de ilusão!

 

 

Chegou o frio de outono e já se faz notar

deixei de ouvir o trinar dos serzinos e dos canários ledos

já não vejo pássaros alegres a chilrear pelo ar

nem os melros ao sol a murmurar os seus segredos.

 

Vão-se despindo as árvores da sua folhagem a desfalecer,

uma a uma, as folhas desprendem-se e caiem no chão,

é a natureza no meu jardim a entristecer,

jardim dos meus sonhos e da minha inspiração.

 

Agora, no meu mágico jardim de encantar

onde apenas eu e só eu sou o real patrono,

de noite, vejo as estrelas, a lua e o luar e

de manhã, a fria e feiticeira névoa de outono.

 

O outono traz-me encantamento e prazer

talvez ainda mais que o encanto da magia

dá-me alento e coragem para escrever

sobre as minhas memórias, a saudade e fantasia.

 

        ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:35
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Alvos lençóis!

 

 

Diz ao meu ouvido baixinho

sussurra palavras bonitas de afeto

entre os alvos lençóis de linho

acalma-me porque estou inquieto.

 

Acaricia-me suavemente até adormecer

como fazias antigamente

faz a tua mão devagar por mim descer

beija-me demoradamente.

 

Os anos vão passando impiedosos

as forças não são as mesmas de outrora

os beijos que dava-mos jubilosos

já não são iguais aos de agora.

 

Tempos de afagos da nossa juventude

deles tenho imensa saudade

ainda assim não fazendo o que não pude

batem no peito esses tempos de liberdade.

 

Alvos lençóis que me fazem sonhar

com o tempo passado e presente

alvos lençóis de amor e de amar

a escrever para ti ao sol poente.

     ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:33
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Voltar!

 

 

 

O mar bramia

a lua encantada

sorria, sorria

enfeitiçada.

 

A noite tinha encanto

de céu claro e estrelado

nem suspiros nem pranto

a arredavam do meu lado.

 

O mar chama à razão

do seu encantamento

no palpitar do coração

deu um ai de sentimento.

 

A lua foi dormir

o mar a serenar

a noite quis-se despedir

para de novo voltar.

 

       ArtCar (Artur Cardoso)

Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:30
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A bem dizer!

 

 

Esta noite chegou ainda mais atraente

com um vestido de noite cor de prata

os seus olhos de menina inocente

docilmente de luar os meus arrebata.

 

Dançamos a noite inteira agarrados

até ao nascer da feiticeira madrugada

musa inspiradora dos apaixonados

dançamos e dançamos, sem darmos por nada.

 

O sol de repente apareceu ciumento

como se ela fosse sua propriedade

remansada, foi-se afastando ao sabor do vento,

afastando, afastando, com serenidade.

 

Lua minha, minha musa inspiradora

causadora desta entusiasmante dança

porque se vai ela já embora

e porque razão essa sua radical mudança.

 

A bem dizer, estou deveras apaixonado

por conseguinte, nunca me senti tão ciente,

lua, musa minha que foge de lado para lado

do sol que anda sempre atrás dela expectante.

 

          ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:29
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O nascer do sol!

 

 

 

Faz despertar a natureza campestre

ao começar a labuta da terra

trinam rouxinóis na moita silvestre

ao raiar do sol por detrás da serra.

 

O nascer do sol é tão bonito

lá longe imagino-o um pirilampo

como um poema de amor escrito

e cantado à paisagem do campo.

 

É um energético tão sadio

tão vigorante que desperta

como límpida água do rio

a iluminar a inspiração de poeta.

 

Quem a mim me dera ser admirado

como é admirado o sol ao alvor

haveria de ser poeta consagrado

para poetar versos e trovas de amor.

 

       ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 17:24
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Nesta noite!

 

 

 

Nesta noite contemplo as estrelas

a lua minha companheira

nesta noite ainda são mais belas

mas a lua mais distante e altaneira.

 

Andorinhões estridentes a chilrear

nesta noite quente de agosto

fazem um frenesim no ar

logo a seguir ao sol posto.

 

Invadem os ares irrequietos

para satisfazer a sua fome

em busca de água e insetos

no calor excessivo que os consome.

 

Nesta noite sinto verdadeira magia

como no horizonte da minha terra

de deleite e perfeita harmonia

das montanhas imponentes da serra.

 

Nesta noite de saudade e paixão

tudo me vem à lembrança

nesta noite cálida de verão

 relembro tempos idos de criança.

 

Nesta noite!

Nesta noite há um encanto sideral

que extasia com tanta sublimidade

nesta noite de calor infernal

dói no sentir da saudade.

 

      ArtCar (Artur Cardoso)

(Poema de minha autoria)

publicado por Artur Cardoso às 17:20
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