(Como é do conhecimento comum, em certas povoações pequenas, localidades ou lugarejos ermos, nos dias de hoje ainda se contam velhas histórias e mitos do Arco da Velha.
Neste meu poema de minha autoria, quero apenas salientar que existem sim; registos de acontecimentos reais passados há muitos anos, provocados por malfeitores assassinos fantasiados das mais diversificadas histórias.
Espero não ferir susceptibilidades ou causar incómodo aos meus leitores ou a todos aqueles que fizerem o favor de o ler.
Pois, sobre "almas penadas que padecem errantes pelo mundo"; tudo se passa na cabeça de algumas pessoas fracas de espírito).
"Velho Mocho Agoireiro"
Chamam-lhe mocho agoireiro
ao velho homem sábio
que mora na encruzilhada,
vive num pobre pardieiro
conta histórias do seu alfarrábio
sentado na velha soleira coçada.
Contou-me que num certo dia
por lá andava uma alma
sozinha e triste a penar,
o velho mocho sabia
que por ali nenhuma alma padecia
ninguém via vivalma
naquele abandonado lugar.
Era um mito muito antigo
que contavam lá na aldeia
velhos anciãos manhosos,
diziam que era castigo
nas noites de lua cheia
para assustar os medrosos.
O velho homem sábio
desmente o falso mito
por ser falsa história,
aprendeu no alfarrábio
que mentir é delito
e de tal história não tem memória.
ArtCar
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