
Antigamente não havia árvores de natal com estrelinhas luminosas, nem bolinhas ou sininhos multicolor. Era tudo muito simples e natural.
Lembro-me que por esta altura do natal, ia a um pinhal qualquer cortar um pinheirinho nascido espontaneamente e naturalmente, entre os grandes pinheiros. Fazia um presépio muito tosco com musgo e figurinhas adquiridas numa qualquer feira. Sobre o pinheirinho colocava de onde em onde pedacinhos de algodão hidrófilo a imitar a neve. Enfim; outros tempos.
Agora como estamos na era das tecnologias muito avançadas, vamos ao supermercado e compramos tudo feito. É uma alegria ver a casa toda enfeitada de coisinhas tão mimosinhas e bonitinhas que nos enche o olhar. Mas, falta qualquer coisa de muito especial e importante; importante....
No meu tempo de criança, guardo nas minhas lembranças a magia do NATAL.
Tudo era muito simples.
Entre as famílias existia um profundo sentimento chamado Amor. Amor entre a família, amor entre os vizinhos, amor entre os amigos e o respeito com amor entre as pessoas que todos os dias se cruzavam nas ruas.
O NATAL, tinha a verdadeira essência do NATAL. "Amor", pois era e ainda é a verdadeira festa da Família....
"Natais de minha lembrança"
Lembro-me do frio natural
da neve branca e fria da serra
das geadas de congelar,
tudo isto era natal
em Dezembro na minha terra
festa religiosa de Jesus imortal.
Natal de outros tempos
quando eu era ainda criança
à roda do lume como costumeira,
casta inocência daqueles momentos
na companhia de meus pais com esperança
punha o sapatinho junto à lareira.
Lembro-me de me levantar com ansiedade
correr para o sapatinho ao outro dia
hábitos infantis e usuais,
vivia o natal com simplicidade
alegremente e em harmonia
na minha meninice que não volta mais.
Há meia noite tocavam os sinos
e eu também ia à missa do galo
pelas ruas geladas e frias,
frio que fazia tremer os meninos
mas não fazia comoção nem abalo
com tantas emoções e alegrias.
Natais simples!.. era feliz e prazenteiro
na cozinha com o lume a crepitar
brincava inocente como qualquer criança,
minha mãe dava-me doces do tabuleiro
o licor d'avó fazia-me espirrar
meus natais!... de minha lembrança.
ArtCar
(Poema de minha autoria que dedico com todo o meu amor e carinho a todos os meninos/as e a todos os que já foram meninos/as em tempos de outrora).
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