“Um lugar na floresta" - (é festa)
O “mocho” é o mestre da sabedoria
de todos os bichos que são inocentes
e a floresta, mãe das plantas e animais!
todos vivem em plena harmonia
não há maldade, ódios e tropelia;
vivem todos felizes e contentes
o paraíso, onde ainda há lugar para mais.
Todos fazem parte da festa!
uma brilhante e magnifica festa na floresta
que até o cuco vai cantar,
grita o sábio mocho lá duma giesta
começa a chamar os elementos da orquestra
pois já chega de dormir a sesta
vamos todos a festa começar.
O rouxinol começa a afinar a voz
é ele o vocalista; sabiam?
sabem que o rouxinol já canta à muito tempo,
apressa-se e vem aí a cigarra num voo veloz
enquanto os melros estridentes assobiam
houve no entanto um contratempo.
A cigarra esqueceu-se do seu violino
assim já não pode tocar na banda
depressa o mocho a vai substituir,
num rápido chama o falcão peregrino
que logo a seguir o manda
imediatamente ir-se vestir.
Aproxima-se o pavão todo vaidoso
com suas belas penas coloridas
cauda bem aprumada em forma de leque,
ora o mocho que é sábio e manhoso
de tantas vezes já repetidas
dá ordens ao falcão que é moleque
para ao palco chamar duas rolinhas queridas.
E lá vêm elas a gemer inocentes
porque os sapatos lhes estão a apertar os pés
preferem a revelação da irmã pomba,
um pouco afastada diz a andorinha entre dentes
ao canário, depois de tomar dois cafés
sussurra-lhe ao ouvido; vai ser uma festa de arromba.
O cuco, o mocho, o rouxinol e canário
de certeza que vão dar clamor na orquestra
descontentes! não sabem cantar nem tocar,
o cuco e o mocho só sabem escrever e declamar
não faz mal, o rouxinol e o canário vão cantar!
harmoniosamente tudo se enquadra no cenário
e todos se juntam à festa,
onde a floresta para todos tem lugar.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria que dedico muito carinhosamente à "Mãe Natureza".
Ao amor pelas plantas e animais que lá vivem.
Quero também com esta minha modesta história; falar e lembrar a todos que o respeito pela natureza, nunca é demais).
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