“Mulher bela sem sensatez”
Cheira a alperce seu hálito morno
seus lábios vermelhos sabem a marmelada
e o cabelo sedoso ondulante a mexer,
é quentinho o lume do seu forno
ama a todos desde a madrugada
e deita-se na cama cansada ao anoitecer.
Apaga o fogo do desejo
com o aquecimento do seu ventre
calor de mulher sem prazer,
satisfaz com gosto num só beijo
sem amor como é evidente
e seu corpo ousa vender.
Foi de muitos por uma só vez
de tantos já foi também
amada na sua cama,
mulher bela sem sensatez
é tratada com desdém
por cair ridícula na lama.
Dizem que é como as pêgas
por com tantos homens alternar
mulher insensata e humilhada,
são piores as que andam cegas
transam para se saciar
e oferecem-se à descarada.
Então essas, ai das carenciadas
ovelhas ronhosas da sociedade
são a escumalha desclassificada,
valem mais as pêgas necessitadas
do que as da luxúria e banalidade
que se dizem muito honradas.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria dedicado ao amor livre sem tabus).
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