“A rua onde ela mora”
Ainda mora na rua onde eu morei
via sentada na varanda a ler
está bonita como quando a conheci,
ela tem companheiro; isso eu sei
apenas tive saudades de a ver
sinto ciúmes como quando com ela vivi.
Passaram os anos sem dar conta
e o amor por ela ainda prevalece
cá dentro do meu coração,
a idade não é que conta
o amor nunca envelhece
embora eu não tenha razão.
Perdia por um fraco devaneio meu
já mais será minha como outrora
estou arrependido de verdade,
fomos um do outro desde o liceu
morei com ela onde ela mora
hoje estou só e sem a sua amizade.
Bate o arrependimento no meu peito
tenho vontade de lhe falar
mas não posso; parece-me imoral,
é grande falta de respeito
intrometer-me no seu lar
e poderia ela levar-me a mal.
ArtCar
(Poema de minha autoria dedicado ao ciúme e ao amor).
. Como os poetas que cantam...
. Recordando... Inocentes s...
. A Poesia e a Alma do Poet...