“O Silêncio”
Apenas sinto em meu redor
o som quimérico do silêncio
dum silêncio sepulcral,
nem um só frívolo rumor
nem tão pouco um só vestígio
por agora é silêncio ocasional.
Sinto-me silencioso e vazio
não é de medo ou de raiva
nem tão pouco de solidão,
é um silêncio tumular e frio
não de neve, chuva ou saraiva
mas sim silêncio de agressão.
Oiço na calada um drama
é o silêncio da indiferença
os sons ofensivos do nada,
é como arte de quem trama
silencioso e sem presença
com uma gargalhada abafada.
Como surdez silenciosa de alguém
que impera no mundo das trevas
é o silêncio sombrio e infinito,
um genuíno sentido de desdém
dum insensível silêncio piegas
intencional como medonho grito.
Eu, porém, não gosto do silêncio!
vezes sem conta chamo-o à razão
e dou-lhe o benefício da dúvida,
ó, silêncio! silêncio faz-me o obséquio
solta o silêncio do teu coração
não perturbes o silêncio da vida.
ArtCar
(Poema de minha autoria dedicado ao silêncio).
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