Meu velho amigo!
Por cá vamos andando
tu segues os meus passos
eu trato de ti e porém,
o tempo vai por nós passando
já sinto o peso nos braços
e tu a envelhecer também.
Amparamos a nossa amizade
para ti, uns biscoitos
e para mim, apenas um café,
é assim a triste realidade
não somos novos nem afoitos
passou a onda da nossa maré.
Brincavas com teus brinquedos
sempre a correr como um tolo
e saltavas activo para o sofá,
urdias tantos enredos
procuravas o meu colo
e tantas coisas quiçá.
Já não fazes o mesmo tropel
quando brincavas comigo
embora ainda sejas prazenteiro,
sempre de vigia, atento e fiel
meu velho cão, meu velho amigo
meu leal companheiro.
ArtCar
(Poema de minha autoria, dedicado como muito carinho a todos os animais de estimação e em particular para o meu cão "Putch").
. Como os poetas que cantam...
. Recordando... Inocentes s...
. A Poesia e a Alma do Poet...