Abri um diário que guardado no baú dos nossos afetos
onde registo devotamente todas as nossas memórias
para um dia contar ao nosso filho e próximos netos
todos os nossos feitos de singelas e velhas histórias.
Os anos vão passando velozes e nós a envelhecer
sempre a acreditar num mundo justo e melhor
sinto as ilusões da minha imaginação a esmorecer
e a apagar-se da memória a esperança do último amor.
Guardo de ti tantas lembranças de outrora
dos sonhos que sempre tiveste e me contaste
dum envelhecer efêmero que somos agora
e dos afetos carinhosos que sempre me deste.
As lembranças que tenho de ti são a minha riqueza
em velhos registos que sem preconceito expresso a nu
lembranças da tua juventude e da tua beleza
que guardo religiosamente no nosso velho baú.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
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