Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2015

Os herois da cidade! - Conto de Natal.

 

O mês de dezembro chegou
trás consigo a esperança de amor fraterno
e um certo menino que Maria gerou
nasceu ao frio numa noite de inverno.

 

E tantos meninos da cidade
meninos pela sorte desprovidos
andam pelas ruas em liberdade
como que em luta contra os inimigos.

 

Por falar de meninos de rua
aqueles que calcorreiam toda a cidade
que chamam à noite de sua
dão o dito por não dito e é sempre verdade.

 

Dormem em papelões a fazer de esteiras
nas suas brincadeiras são heróis
eles não sabem mas fazem asneiras
e tu, tu que sabes, tudo destróis.

 

Os heróis da cidade são meninos
que andam revoltados a vaguear
não têm maneiras nem ensinos
e pedem para se sustentar.

 
São filhos de pais perturbados
de famílias sem comiseração
desprezados e enjeitados
ainda por cima alvos de perseguição.

 

Não sabem o que é ter um pai e uma mãe
os heróis da cidade pelas ruas perdidos
mas sabem quem os olha com desdém
na noite fria enrolados em cobertores encardidos.

 

Meninos heróis da cidade
que não sabem o que é amor
andam nas ruas em hostilidade
sobrevivem às pressões do horror.

 

É dezembro, já as luzes iluminam o natal
luzes multicolores a cintilar
os meninos buscam amor fraternal
em quem lhes pode dar um lar.

 

Uma noite aproximei-me dum a sorrir
dum inocente menino sem maldade
ninguém o impede de andar a pedir
com os mais heróis da cidade.

 
Falo-lhe do natal e do pai natal
e disse-lhe para ter fé
entregue ao destino do mal
não sabe o que isso é.

 

Meninos heróis de rubor sadio
friorentos a tiritar de desventura
dizem que não têm frio
na sua condição de candura.

 

Só esperam algum presente
por ser o natal de todos os meninos
e um prato de comida decente
alguns são tão pequeninos.

 

Os meninos heróis da cidade
são tão meninos como os prendados
mal sabem a sua idade
andam pelas ruas mal alimentados.

 

O natal deveria ser mais solidário
entre todos os meninos da cidade
não só em dias de aniversário
mas sim, todos por igualdade.


ArtCar (Artur Cardoso)

 

(Poema de minha autoria).

publicado por Artur Cardoso às 19:01
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Nesta Noite de Luar!

. Um corre-corre!

. Como os poetas que cantam...

. Misterioso Tocante!

. Recordando... Inocentes s...

. Do meu jardim!

. Gosto do teu sorriso!

. Algo me dizia!

. Cada vez que olho a lua!

. A Poesia e a Alma do Poet...

.arquivos

. Agosto 2019

. Março 2019

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Agosto 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

blogs SAPO

.subscrever feeds

Em destaque no SAPO Blogs
pub