Queria tanto voltar a ser criança,
pedir a bênção a quem tanto me amou,
confraternizar com a vizinhança,
voltar para o colo daquela que me criou.
Lembro-me tanto, tanto dela,
da bondosa senhora minha Mãe,
do arroz-doce com enfeites de canela,
tão bem o fazia como ninguém.
Acabou o poder da minha pujança,
chegou a caminhada do declínio
e nesta ameaçadora mudança,
já começa a falhar o raciocínio.
As faculdades não são as mesmas,
aproxima-se vertiginosamente
a insensibilidade
e as inadvertências são às resmas,
já lá vai a pujança da mocidade.
ArtCar (Artur Cardoso)
(Poema de minha autoria).
. Como os poetas que cantam...
. Recordando... Inocentes s...
. A Poesia e a Alma do Poet...